Pênaltis levam Espanha à decisão

Atuais campeões do torneio têm trabalho, mas batem Portugal por 4 a 2, após 120 minutos sem gols, e fazem a final domingo contra Alemanha ou Itália

DONETSK, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2012 | 03h07

A Espanha esteve longe de jogar o futebol que dela sempre se espera, mas alcançou o objetivo. Ao vencer Portugal por 4 a 2 nos pênaltis, após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, ontem, em Donetsk, garantiu-se na decisão da Eurocopa. Vai tentar o bicampeonato domingo, contra o vencedor de Alemanha e Itália, que se enfrentam hoje, em Varsóvia. Nessa partida, quem passar garante também vaga na Copa das Confederações de 2013, no Brasil, pois a Espanha já está classificada por ser a atual campeã mundial.

Os espanhóis têm motivos para comemorar a classificação, mas, a rigor, continuam devendo bom futebol. Ontem, sofreram com a forte marcação e só conseguiram se impor na prorrogação, quando os portugueses cansaram. Portugal caiu, mas deu trabalho. O técnico Paulo Bento adotou estratégia interessante para neutralizar o conhecido e eficaz toque de bola do campeão mundial: quando a Espanha tentava iniciar as jogadas com seus defensores, marcava no campo do rival; quando a bola chegava aos armadores do adversário, fechava-se com oito jogadores no seu campo defensivo.

Com isso, diminuiu os espaços da Espanha, que teve dificuldade de criar jogadas e, por algumas vezes, tentou bolas longas - algo fora de seu repertório.

Tanto é que a maior chance de gol da equipe no primeiro tempo (a Espanha só concluiu três vezes) surgiu após um "chutão'' de Xabi Alonso para a frente, numa bola que Negredo acabou ganhando da zaga e lançou Xavi, que tocou para Iniesta bater colocado por cima do gol.

Portugal também tentou atacar. Mas viveu basicamente das arrancadas de Cristiano Ronaldo, que, no entanto, participou pouco do jogo. No segundo tempo, o panorama não sofreu grande alteração. A Espanha, como sempre, teve a bola em seu poder por mais tempo, mas Portugal criou mais chances. Cristiano Ronaldo, aliás, perdeu chance de ouro num contra-ataque, aos 44 minutos, ao receber livre e chutar por cima do gol.

Na prorrogação, Portugal, cansado, procurou apenas se defender. Com espaço, a Espanha atacou bastante. Teve algumas chances, a melhor com Iniesta, que concluiu na entrada da pequena área. Mas o jovem goleiro Rui Patrício fez grande defesa.

A decisão da vaga acabou indo para os pênaltis e os espanhóis foram mais eficientes. Xabi Alonso errou o primeiro, mas Iniesta, Piqué, Sergio Ramos e Fábregas converteram. Portugal marcou com Pepe e Nani. Mas João Moutinho parou em Casillas e Bruno Alves acertou o travessão. Cristiano Ronaldo, que seria o último batedor, nem teve a chance. "Injustiça", disse o craque.

PORTUGAL (4-3-3): Rui Patrício; João Pereira, Pepe, Bruno Alves e Coentrão; Miguel Veloso (Custódio), João Moutinho e Raul Meireles (Varela); Nani, Hugo Almeida (Nelson Oliveira) e Cristiano Ronaldo. Técnico: Paulo Bento.

ESPANHA (4-3-3): Casillas; Arbeloa, Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba;

Busquets, Xabi Alonso e Xavi Hernandez (Pedro); David Silva (Navas), Negredo (Fábregas) e Iniesta.

Técnico: Vicente Del Bosque.

Juiz: Cuneyt Cakir (TUR).

Cartões amarelos: Busquets, Arbeloa, Sergio Ramos, Xabi Alonso, João Pereira, Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão

e Miguel Veloso.

Público: 48 mil pagantes.

Local: Donbass Arena, em Donetsk.

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