Penido persegue o recorde da regata

O veleiro Sorsa Nokia Oi, do campeão olímpico Eduardo Penido, continua navegando em busca do recorde da Regata Eldorado-Brasilis. O barco de 43 pés e casco azul-marinho foi o primeiro a concluir a metade da prova, ao cruzar a linha em frente à Enseada dos Portugueses, na Ilha da Trindade, na madrugada de quarta-feira. A tripulação carioca manteve uma velocidade média acima de 7 nós (quase 15 quilômetros por hora), para percorrer o trecho Vitória-Trindade em apenas 84 horas e 40 minutos.Considerando-se que a segunda metade do percurso costuma ser mais rápida por causa dos ventos favoráveis, o Sorsa pode manter perfeitamente a expectativa de quebrar o recorde da prova estabelecido em 2001, quando o Touche/Safra, de Ernesto Breda, completou as 1.260 milhas (cerca de 2.200 quilômetros) em 181 horas e 49 minutos."Viemos para fazer o novo recorde. Nossa velejada no primeiro trajeto nos deixou muito motivados para continuarmos lutando pelo nosso objetivo", exaltou o comandante Eduardo Penido, primeiro campeão olímpico a disputar a Eldorado-Brasilis.Penido não quis desviar a concentração dos tripulantes na busca pela vitória. Na ansiedade de retornar o mais rápido possível ao Yate Clube do Espirito Santo, o comandante abriu mão da parada opcional na Ilha da Trindade e preferiu, ao cruzar a linha, seguir direto no rumo de volta para a terra. A tripulação do catamarã Galileo, que chegou quatro horas mais tarde, também optou por seguir direto à Vitória, aproveitando o embalo da eficiente navegação apresentada pela equipe do comandante Walter Antunes na primeira metade da prova.Entre a noite de quarta e a madrugada de quinta-feira, eram esperadas as chegadas de pelo menos três veleiros: Tangaroa, que leva a bordo uma tripulação mista de capixabas e cariocas, Marlim Transpetro da Escola Naval e Silence de Ilha Bela, comandado por Fábio Reis. Os outros 10 barcos que completam a flotilha de 15 veleiros devem continuar chegando à Ilha da Trindade até o final de sexta-feira.Passeio - Apesar da dificuldade no desembarque, a tripulação do barco de apoio da Eldorado-Brasilis, o catamarã Supernova , foi autorizada pela Marinha do Brasil a atravessar a forte arrebentação com um bote inflável e conhecer o Poit, posto de observação da Ilha da Trindade.O comandante Bueno ofereceu, além de uma farta caranguejada, um passeio pelas grutas, praias e piscinas naturais da ilha. Devidamente acompanhados por dois militares, foi possível constatar que a beleza exótica da pequena ilha vulcânica multicolorida contrasta com os perigos sempre presentes oferecidos por corais, rochas, ouriços-do-mar e penhascos que precisam ser respeitados a cada passo dado nesse inóspito paraíso tropical.

Agencia Estado,

21 de janeiro de 2004 | 17h40

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