''Pensei em desistir, fazer outras coisas fora do vôlei''

Entrevista - Jaqueline, Ponta do Sollys/Osasco

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2011 | 00h00

Quem acompanhou a excelente atuação de Jaqueline na semifinal contra o Vôlei Futuro não imagina que a ponta pensou em deixar o esporte. Culpa do joelho esquerdo, que lhe tirou de boa parte da Superliga, e foi motivo de preocupação. Recuperada - e motivada -, a jogadora quer o bicampeonato.

As jogadoras se conhecem muito bem, pelo confronto nos clubes e pela maioria atuar junto, na seleção. É possível surpreender?

Realmente, conhecemos muito umas às outras. Às vezes tento orientar uma atleta mais jovem, que não tem tanta experiência, sobre a característica de uma rival. Mas nem sempre funciona. São jogadoras tão talentosas que podem surpreender, sim.

Você já tinha sofrido problemas no joelho esquerdo em 2002 e passou por duas cirurgias. Como foi superar novo problema no local este ano?

A gente não espera passar por tantas contusões. Nas duas primeiras cirurgias, até porque era muito nova, não pensei em parar. Mas na terceira... tive derrame no joelho (após artroscopia realizada em fevereiro), sentia dores insuportáveis na panturrilha, a recuperação foi lenta... Pensei em parar, fazer outras coisas, trabalhar em outra área, sei lá, ter um filho. Achava que o vôlei talvez não desse mais.

Você pensou mesmo em parar?

Pensei. Mas aí continuei na batalha. Sou funcionária de um clube, tenho contrato, não podia me entregar. E acabei me surpreendendo. Meu joelho não dá nenhum trabalho, estou ótima e isso foi descartado.

Você voltou a jogar apenas nas quartas de final. Já está no ritmo normal?

Foi importante voltar nas quartas em vez de jogar direto contra o Vôlei Futuro. Já fiz três partidas, estou me soltando mais.

Você enfrentou uma maratona para ver o Murilo, seu marido, ser campeão pelo Sesi. Ele fará o mesmo?

Foi uma loucura, mas consegui. Saí de Araçatuba, passei por Rio Preto e São Paulo para vir para BH. Ele estará aqui, embora diga que é pé frio. Acho isso bobagem, e faço questão que ele me veja, porque ele é a pessoa mais importante da minha vida.

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