Perigos: contra-ataque e Drogba

Defesa forte e contra-ataque. E, acima de tudo, aposta em Drogba. É dessa maneira que a Costa do Marfim vai enfrentar o Brasil hoje, no Soccer City, pela segunda rodada do Grupo G da Copa. Os marfinenses acreditam que até podem vencer a seleção que consideram a melhor do planeta. No entanto, jogam de olho na tabela e, como enfrentam a fraca Coreia do Norte na última rodada, consideram o empate esta noite um excelente resultado.

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2010 | 00h00

Apesar da clara manifestação defensiva, o maior reforço da Costa do Marfim hoje vai estar no ataque: Didier Drogba, o craque do time, participa da partida e deve jogar desde o início, apesar das tentativas de causar suspense. "Vou definir amanhã (hoje), após conversar com ele e com os médicos"", tentou disfarçar ontem o técnico Sven-Goran Eriksson. "Mas ele está apto para jogar os 90 minutos."

O atacante usa tala especial para proteger o antebraço direito fraturado há cerca de duas semanas, mas se diz pronto. "Vou jogar o tempo todo. Estou bem fisicamente e motivado.""

Eriksson conta com Drogba para tornar eficiente a conclusão dos contra-ataques, algo que não ocorreu no 0 a 0 da estreia contra Portugal. "Precisamos melhorar ofensivamente. Com Drogba, isso fica mais fácil, pois ele conclui bem e tem força física para lutar contra os zagueiros."

Para o sueco, o fato de pegar a seleção classificada em 1.º lugar no ranking da Fifa é um desafio. "Um empate é um bom resultado, porque depois enfrentaremos a Coreia do Norte. Vencer o Brasil é difícil, mas é possível. "

A predisposição defensiva que Eriksson prega é assumida pelos jogadores sem rodeios. "No jogo contra o Brasil não somos nós que temos a obrigação de atacar", deixa claro o lateral e volante Eboue. "Nossa primeira missão é defender."

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