Divulgação/Pan-2019
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Peruanos vibram com possibilidade de ganhar apartamento como premiação no Pan

Kevin Martinez, que compete na pelota basca, é um dos peruanos mais cotados a ir ao pódio

Paulo Favero, enviado especial a Lima, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2019 | 16h17

Ser medalhista diante de seus próprios torcedores é um sonho para qualquer atleta. E nos Jogos Pan-Americanos de Lima a realidade pode ser ainda mais especial depois que o Congresso peruano aprovou um projeto de lei que garante que o competidor nacional que for ao pódio ganhará um apartamento na novíssima Vila Pan-Americana.

"Se conquistar um apartamento lá será um luxo, um tremendo incentivo com letras maiúsculas. Isso me faz treinar mais duro, com mais foco, para chegar ao objetivo. Não é só a medalha, mas também um apartamento, algo grandioso que me deixa empolgado e incentiva a todos", explicou Kevin Martinez, um dos peruanos mais cotados a ir ao pódio.

Ele compete no frontón peruano, ou paleta frontón, uma modalidade da pelota basca que foi criada no país. "Minha expectativa para a disputa do Pan é a melhor possível, ainda mais por representar um esporte peruano. É um privilégio poder disputar uma modalidade que acabou sendo pouco popular no país. No nível nacional existem cerca de mil pessoas que praticam e infelizmente não tem o peso que poderia ter nas escolas, municípios e universidades. Agora, com o Pan, o esporte vai ter uma vitrine e ter o peso que merece", continuou.

Ele sabe que possui grandes possibilidades de vencer, pelos anos que pratica o frontón, mas ressalta que uma competição desse tamanho tem de entrar com seriedade. São cinco países, com quatro partidas na fase de grupos. "Eu encaro como finais, pois os primeiros colocados vão para a final. Sonho em ganhar a medalha de ouro, é o sonho de qualquer atleta no Pan. Fico feliz se conseguir isso para o meu país. Vou contar com minha experiência, minha capacidade e de tudo que venho conquistando a cada ano. Esse é o momento que qualquer um espera", admitiu.

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Quem também espera confirmar o favoritismo é Claudia Suarez, que também compete na pelota basca. "Nossas expectativas são muito altas. Queremos ganhar a medalha de ouro considerando que a paleta frontón é um esporte peruano que já se internacionalizou há alguns anos por causa da pelota basca, no masculino e no feminino. É a primeira vez que se inclui nosso frontón nos Jogos Pan-Americanos e todos os países da América já praticam", disse.

A possibilidade de conquistar um apartamento novo se subir ao pódio no Pan diante de sua torcida não a deixa empolgada. Ela prefere se manter focada nas duas disputas e sabe que caso consiga o objetivo, um novo lar será consequência de seu trabalho e suor diante de suas adversárias. "Neste caso, para minha carreira esportiva, o mais importante é conquistar a medalha de ouro. Logo vamos saber", avisou.

O Peru está longe de ser uma potência esportiva. Tanto que na última edição dos Jogos Pan-Americanos a delegação conquistou 12 pódios, sendo três de ouro, três de prata e seis de bronze. Outras apostas dos torcedores locais são Alexandra Grande, do caratê, que ganhou a prata no Pan de Guadalajara (2011) e ouro em Toronto (2015), e Stefano Peschiera, da vela.

Depois de ser inaugurada, a Vila Pan-Americana está abrigando os atletas durante a competição em Lima. O local possui sete torres, sendo três com 19 andares e quatro com 20. Cada apartamento tem entre 70 e 75 metros quadrados e ao final do torneio saberemos quantos atletas peruanos ganharão as primeiras chaves entre as 1.096 unidades habitacionais.

 

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