Péssima atuação no solo tira ouro do Brasil no Pan de Toronto

Ouro em Guadalajara (2011), a equipe brasileira masculina de ginástica artística totalizou 264,050 e não conseguiu cumprir o seu objetivo de subir ao degrau mais alto do pódio nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Com 267,650, os Estados Unidos garantiram a liderança geral e Brasil poderá ficar no máximo com a medalha de prata. O campeão por equipes só será confirmado após a disputa da segunda subdivisão, programada para este sábado, às 20h30 (de Brasília).

NATHALIA GARCIA, Estadão Conteúdo

11 de julho de 2015 | 17h45

Caio Souza fez uma ótima apresentação nas barras paralelas e, com 15,450, garantiu a melhor nota do País no aparelho. O resultado parcial levou a equipe nacional para a segunda rotação atrás apenas dos Estados Unidos. Arthur Nory Mariano foi o primeiro a executar sua série na barra fixa e obteve um resultado importante para a equipe: 15,000. Os outros ginastas também cumpriram seu papel e colocaram a equipe brasileira na ponta.

Mas a liderança durou pouco devido à péssima atuação brasileira no solo, onde perdeu 2,899 pontos na comparação com o desempenho da final do Mundial do ano passado. Tivesse repetido o resultado, superaria um forte time B dos EUA.

Especialista nas argolas, Arthur Zanetti ultrapassou a linha no tablado e teve de se contentar com 13,900. Na sequência, Lucas Bitencourt foi ao chão, somando apenas 12.650, e Caio Souza também cometeu falhas graves e teve descontos, ficando com 13.650. Já Nory começou melhor que os companheiros e, apesar de ter pisado fora da linha limítrofe, garantiu 14.250. Os norte-americanos retomaram o primeiro lugar.

A primeira oportunidade de recuperação foi sobre o cavalo com alças. Francisco, que não participou da sequência desastrosa no solo, fez sua parte com 14.450. Nory e Lucas pareceram não se abater tanto e conquistaram 14.300 cada. A pior nota ficou com Caio Souza: 13.750.

As argolas vieram na sequência. Graças à ajuda de Arthur Zanetti, o Brasil somou a nota total mais alta do aparelho. O campeão olímpico e mundial em 2013 brilhou e obteve 15.800. O restante da equipe deu uma boa contribuição. O salto foi o último aparelho disputado no Brasil. Os ginastas, pressionados, bem que tentaram, mas já era tarde demais.

A apresentação deste sábado vale também como seletiva para as finais do individual geral e por aparelhos. Antes da segunda subdivisão, Caio Souza é o quarto geral e Lucas Bitencourt o quinto. Ambos vão avançar à final.

Por aparelhos, considerando descartes (cada país pode ter apenas dois finalistas), Arthur Nory é o quinto do solo e quinto na barra fixa, Francisco Barretto o quinto do cavalo com alças, Caio Souza e Nory os dois primeiros do salto, Caio Souza o terceiro das barras paralelas e Zanetti o melhor das argolas.

Confira as notas dos brasileiros:

Barras paralelas

Caio Souza - 15.450

Francisco Barretto Júnior - 14.750

Arthur Nory Mariano - 14.350

Lucas Bitencourt - 13.900

Barra fixa

Arthur Nory Mariano -15.000

Lucas Bitencourt - 14.700

Caio Souza - 14.550

Francisco Barretto Júnior - 14.150

Solo

Arthur Zanetti - 13.900

Lucas Bitencourt - 12.650

Caio Souza - 13.650

Arthur Nory Mariano - 14.250

Cavalo

Francisco Barretto Júnior - 14.450

Lucas Bitencourt - 14.300

Arthur Nory Mariano - 14.300

Caio Souza - 13.750

Argolas

Arthur Zanetti - 15.800

Lucas Bitencourt - 14.650

Caio Souza - 14.600

Francico Barretto Júnior - 14.350

Salto

Caio Souza - 15.200

Arthur Nory Mariano - 15.100

Lucas Bitencourt - 15.050

Arthur Zanetti - 14.750

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