JF Diorio|Estadão
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Pessoa relembra morte de cavalo: 'Baloubet era um pedaço da minha vida'

Garanhão foi o parceiro do cavaleiro no título olímpico de 2004, em Atenas

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2017 | 07h00

Depois de 12 anos de aposentadoria em Portugal, com todos os cuidados de que precisava, o garanhão Baloubet Du Rouet se ajoelhou e deixou o corpo cair no chão, sem dor e sem sofrimento. É assim que Rodrigo Pessoa lembra a morte do parceiro do título olímpico de 2004, em Atenas. Baloubet morreu no dia 7 de agosto. “Ele era um pedaço da minha vida. Logo que ele morreu, eu comecei a me lembrar de todos os momentos que vivemos juntos, os bons e os ruins”, diz o cavaleiro.

O relato de Pessoa ganha relevo não só pela conteúdo, mas também pela forma. O cavaleiro domina vários idiomas, fala rápido e às vezes mistura francês, português e inglês. Ao comentar do parceiro, escolhe as palavras, fala devagar e gagueja.

Baloubet era considerado o melhor garanhão de obstáculos do mundo: três vezes campeão mundial e duas medalhas olímpicas (um ouro e um bronze). Também protagonizou uma decepção: nos Jogos de Sydney, na Austrália, a dupla acabou sem medalha depois que o animal refugou três vezes. A prova foi transmitida em horário nobre tamanha a confiança na vitória. “Ainda bem que o Campeonato Europeu começou logo depois da morte dele. Pude desviar a mente”, diz Pessoa.

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