Pessoa sonha é com a medalha de 2008

"Vai ficar com as outras, em uma mesa que tenho lá em casa. Foi uma medalha com pouca emoção, sentimento. Não foi do jeito que a gente gosta e vai ser só para efeitos de estatística". É desta maneira que o cavaleiro Rodrigo Pessoa resumiu o sentimento em relação à medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Atenas, que receberá no final do mês, após o irlandês Cian O?Connor ter sido desclassificado, por causa do resultado positivo para o exame anti-doping.Pessoa chegou nesta quinta-feira ao Rio, onde participará nesta sexta da etapa final do I Campeonato Serra e Mar de Hipismo, em Itaipava, na região serrana. Apesar de considerar o ouro grego uma estatística, contou que espera se emocionar quando recebê-lo. E se mostrou renovado para estar na Olimpíada de Pequim, em 2008. "O processo (que lhe deu a medalha) tomou tanto tempo. Então, realmente não foi nada de especial. Ao recebê-la, por um curto tempo no dia seguinte vai ser impressionante", destacou Pessoa, que montará o cavalo Prosper Philipp Domar, de Fábio Leivas, que já conquistou antecipadamente o título do Campeonato Serra e Mar. "Com certeza, um dos meus objetivos é a medalha de ouro na Olimpíada de 2008 para tentar ganhar do modo certo." Sem participar de uma competição no Brasil há quatro anos, a última vez foi no circuito indoor em São Paulo, Pessoa disse estar feliz por voltar a saltar no País. Saltos que espera repetir nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, desde que a organização assegure condições e estruturas técnicas tanto para cavaleiros quanto para os cavalos.Descontraído, Pessoa ainda assegurou não estar pensando no fim da carreira. Pelo contrário, aos 32 anos, mostrou uma motivação incomum para novas conquistas, mas não escondeu a existência a impaciência participar de "pequenas" competições.ADEUS - Se nas palavras de Pessoa o cavalo Baloubet du Rouet lhe deu a maior derrota da vida (quando não saltou os obstáculos na Olimpíada de Sydney), também foi o responsável pelas grandes conquistas, como em Atenas. Ao ser indagado sobre a necessidade de substituí-lo, por causa da velhice, respondeu com outra pergunta: "alguém algum dia substituiu o Pelé?" E como não há alternativa, por enquanto, o eleito para a vaga de Baloubet é o francês Hermés, de nove anos.

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