Petrobras define investimento esportivo

Com um aumento de cerca de 30% em relação a 2004, a Petrobras informou nesta terça-feira que investirá o total de R$ 45 milhões em patrocínios esportivos nesta temporada. Esse valor chega a R$ 57,5 milhões se somado ao aplicado por sua subsidiária, a Petrobras Distribuidora (BR).Uma das surpresas do pacote foi a ausência da vela na lista dos beneficiados, que ficou restrita aos esportes a motor, handebol, surfe e o Flamengo. O contrato com a equipe de Fórmula 1, Williams, que recebe a maior parte do montante, foi renovado até 2008."Nos três anos em que ficamos com a vela, ajudamos a divulgar a modalidade e, hoje, ela tem um número maior de patrocínios. Pode caminhar sem nossa ajuda", justificou o coordenador de Patrocínios Esportivos da Petrobras, Claudio Thompson. O handebol foi o principal beneficiado com a mudança, porque o auxílio estatal aumentou de R$ 1,5 milhão, em 2004, para R$ 2,2 milhões. O surfe receberá R$ 1,1 milhão e o Flamengo, R$ 12 milhões. "Queremos transformar o handebol em uma potência mundial. Além disso, ele é o esporte mais praticado em escolas públicas, o que ajudará em nossa política social de massificação", explicou Claudio Thompson.Sem esconder o entusiasmo com os novos recursos, o presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHd), Manoel Luiz Oliveira, prometeu que a equipe feminina será medalhista nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. O dirigente ainda contou que dois técnicos estrangeiros serão contratados para treinar as seleções do País, além de promover o desenvolvimento das divisões de base.Mas, o maior montante do investimento foi destinado mesmo aos esportes a motor, beneficiados em nove modalidades, por sua identificação com os produtos da estatal: Fórmula 1, Stock Car, Equipe Petrobras/Lubrax de rali, Fórmula Truck, Kart, Pick-Up Racing, Mini-Baja, Fórmula SAE e Motovelocidade no Brasil.Somente o investimento feito na Williams corresponde a aproximadamente 50% do valor destinado pelo sistema Petrobras aos Esportes. Apesar de os números não serem oficiais, a estimativa é a de que a estatal empregue, por temporada, cerca de US$ 5 milhões (R$ 13,5 milhões) diretamente na equipe de Fórmula 1, US$ 1,8 milhão (R$ 4,8 milhões) em transporte, armazenagem da gasolina e outros, além de US$ 3,5 milhões (R$ 9,5 milhões) em patrocínio."Um exemplo do retorno do investimento feito na Williams foi a venda de US$ 60 milhões (R$ 162 milhões) em ações da empresa para um investidor estrangeiro, após o Grande Prêmio de Monza no ano passado", contou o coordenador de Patrocínios Esportivos, sem confirmar os valores investidos pela estatal na escuderia. "Ele acompanhou o nosso trabalho na equipe, viu que era de ponta e optou por adquirir as ações da Petrobras."

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