Divulgação/Comitê Olímpico Brasileiro
Divulgação/Comitê Olímpico Brasileiro

Petrúcio Ferreira e Evelyn Oliveira serão porta-bandeiras na abertura paralímpica de Tóquio

Participarão ainda do desfile pela delegação a técnica da classe BC4 da bocha e staff de Evelyn, Ana Carolina Alves, e o diretor técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Alberto Martins

Redação, Estadão Conteúdo

16 de agosto de 2021 | 11h50

Os medalhistas paralímpicos Petrúcio Ferreira, do atletismo, e Evelyn Oliveira, da bocha, serão os porta-bandeiras do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020, que ocorrerá no próximo dia 24, no estádio Olímpico do Japão, em Tóquio, a partir das 8 horas (de Brasília). Também participarão do desfile pela delegação brasileira a técnica da classe BC4 da bocha e staff da atleta Evelyn, Ana Carolina Alves, e o diretor técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Alberto Martins.

Tanto Petrúcio quanto Evelyn foram medalhas de ouro na última edição do megaevento paradesportivo, no Rio-2016, e atuam em duas das modalidades que mais subiram ao pódio pelo Brasil na história dos Jogos Paralímpicos.

Petrúcio é velocista da classe T47 (para amputados de braço) e acumulou conquistas como dois ouros no Parapan de Toronto 2015 nos 100 e nos 200 metros. Em sua estreia nos Jogos Paralímpicos, no Rio-2016, sagrou-se campeão nos 100 metros e prata nos 400 metros e no revezamento 4x100 metros.

"Na minha segunda edição de Jogos e já ter essa honra. Fica difícil descrever do tamanho da alegria, representar toda uma nação, todos os atletas, e todo o Movimento Paralímpico e para as pessoas com deficiência. Seria ainda mais legal se tivesse público [no estádio], mas é um privilégio só estar lá com a bandeira do nosso país, fico sem palavras", afirmou Petrúcio, que sofreu um acidente em uma máquina de moer capim quando tinha dois anos e perdeu parte do braço esquerdo.

Já Evelyn, entre as principais conquistas na carreira, obteve o ouro nos pares na Copa América de 2015, em Montreal, no Canadá, e o ouro no individual e nos pares nos Jogos Parapan-Americanos de Lima-2019, no Peru. Já em sua estreia paralímpica, também no Rio-2016, ajudou o Brasil a conquistar a medalha de ouro nas duplas mistas na classe BC3, ao lado de Evani Soares e Antonio Leme.

"Para mim, uma honra muito grande poder representar todos os atletas. Estava no jantar quando fui chamada para receber o convite. Na hora, até pensei que tinha cometido algum erro. Não esperava participar sequer da abertura dos Jogos", completou Evelyn.

A delegação brasileira será composta por 260 atletas (incluindo atletas sem deficiência como guias, calheiros, goleiros e timoneiro), sendo 164 homens e 96 mulheres, além de comissão técnica, médica e administrativa, totalizando 434 pessoas. Jamais uma missão brasileira em Jogos Paralímpicos no exterior teve tamanha proporção.

Em seu Planejamento Estratégico, o CPB estabeleceu como meta se manter entre as 10 principais potências do planeta nos Jogos Paralímpicos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.