Phelps coloca cama a '2.400 m' de altitude

Nadador usa aparelho que simula ar rarefeito

O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2012 | 03h08

Michael Phelps não mede esforços para chegar à sua quarta e, provavelmente, última Olimpíada em condições de brigar pelo maior número de medalhas possível. Tanto que o americano revelou que, há quase um ano, dorme a "8 mil pés (ou 2.440 metros)" de altitude.

O segredo para subir às alturas todas as noites está na câmara hipobárica, artifício que simula os efeitos do ar rarefeito. "É meio estranho, mas é bom. É algo que me ajuda na recuperação, agora que estou ficando mais velho. Não me recupero tão rapidamente quanto antes", disse o nadador de 26 anos, que já conquistou 16 medalhas olímpicas.

Phelps revelou que dorme em uma cama colocada dentro de uma redoma de plástico. "Há uma porta gigante no pé da minha cama. A pior parte é tentar assistir à tevê. Tenho de olhar através do plástico, e fica um pouco embaçado."

Câmaras como a que Phelps instalou em seu quarto têm sido utilizadas por atletas de várias modalidades: jogadores de futebol americano, ciclistas, corredores de provas de fundo. A ideia é aumentar o nível de oxigênio no sangue.

Em 2006, o Comitê de Ética da Agência Mundial Antidoping criticou o uso do equipamento, ao dizer que a câmara melhora a performance e viola o "espírito esportivo". O Comitê Executivo da Wada, contudo, não proibiu o uso do artifício.

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