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Phelps promete recorde em Pequim-08

Michael Phelps, um garoto de 19 anos de Baltimore, Maryland (EUA), mostrou nos Jogos Olímpicos de Atenas que atualmente é o nadador mais versátil do mundo. Sua meta, anunciada ao mundo era ambiciosa, de quebrar um tabu que já dura 32 anos. Phelps queria bater o recorde de sete medalhas de ouro ganhas pelo compatriota Mark Spitz na Olimpíada de Munique, em 1972. Não bateu, mas deixou a Grécia com oito medalhas, seis delas de ouro e duas de bronze, ganhando sozinho mais medalhas que 186 países do mundo. É o maior multimedalhista da Olimpíada. Se fosse um país ocuparia a 15.ª posição, à frente de Cuba. Phelps ganhou ouro nos 200 e 400 metros, medley, nos 100 e 200 m, borboleta, e no revezamento 4 x 200 metros, livre. Levou o ouro no revezamento 4 x 100 m, medley, nadando apenas a preliminar. E ainda duas medalhas de bronze, nos 200 m e nos 4 x 100 m, livre. Com 15 anos, Phelps integrou o time de natação dos Estados Unidos nos Jogos de Sydney, em 2000. Desde então, o nadador já quebrou recordes mundiais 11 vezes, ganhou cinco campeonatos mundiais e tornou-se o nadador mais versátil da história antes de completar 18. É o atual recordista do mundo nos 200 m e 400 m, medley, e dos 200 m, borboleta. Uma perfeita combinação de músculos e motivação, o nadador de 1,93 metros, começou a quebrar recordes aos 11 anos. A carreira de Phelps deu um salto incrível, da descoberta de seu talento, aos 16 anos, a multimilionário em três anos. Tem hoje os patrocínios da Speedo, Argent Mortgage, Visa, Omega, AT&T Wireless e PowerBar. Dinheiro não é suficiente. Ele acha que a atenção para os nadadores somem entre os Jogos e sente até uma certa inveja de Ian Thorpe que é herói na Asutrália, país que valoriza a natação. Não badalou muito na Vila Olímpica enquanto competia. Preferia os 40 DVDs trazidos para Atenas, jogar Madden 2004 com o companheiro de quarto Lenny Krayzelburg, dono de três medalhas de ouro. Não foi a cerimônia de abertura, na sexta-feira à noite (dia 13 de agosto). E mostrou do que era capaz logo no primeiro dia do programa de provas da natação dos Jogos Olímpicos, estabelecendo a nova marca mundial dos 400 metros, medley (4min13s29). Seu sonho de quebrar o recorde de Spitz ficou mais distante quando a África do Sul desbancou o revezamento 4 x 100 metros, livre, dos Estados Unidos, deixando para o grupo de Phelps a medalha de bronze. Mas sua meta esbarrou mesmo numa outra estrela da natação internacional, um especialista no estilo livre. Phelps perdeu para o australiano Ian Thorpe a final dos 200 metros, livre, e ainda ficou atrás do holandês Pieter van den Hoogenband. "Eu queria correr contra Thorpe enquanto nós dois ainda podemos", afirmou. Thorpe tinha 15 anos quando bateu o recorde mundial dos 400 metros em 1998 e o técnico de Phelps, Bob Bowman fez uma fita daquela prova e deu a seu pupilo. Ídolo - Phelps disse que lembra quando viu Thorpe competir na TV. "Era muito bom e tão equilibrado. A forma como se apresentava era incrível. Eu queria cuidar de mim exatamente como ele fazia." Após o duelo com Thorpe e o segundo bronze, Phelps viu o bônus de um milhão de dólares oferecido pela Speedo para o recorde e o sonho de superar Spitz ir embora. Mas continuou competindo e ganhando medalhas. Michael Phelps, que caiu na piscina, em média, três vezes ao dia, para eliminatórias, semifinais e finais das competições olímpicas, admite que poderia até ser considerado prepotente por ter dito que tentaria quebrar o recorde de sete medalhas de ouro ganhas nos Jogos de Munique. Mas ressaltou que acreditava mesmo na possibilidade e que voltará a fazer a tentativa nos Jogos de Pequim, em 2008. Sua habilidade em vários estilos o faz acreditar que isso ainda é possível.

Agencia Estado,

30 Agosto 2004 | 09h09

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