Phelps vai à final e briga pelo recorde de medalhas

Nadador americano se supera, faz melhor tempo da bateria e disputa o ouro nos 200m borboleta, sua prova favorita

LONDRES, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2012 | 03h04

Michael Phelps vai mesmo conseguir se igualar a Larissa Latynina, a ginasta soviética que acumulou 18 medalhas? Ele mesmo tenta se afirmar. Hoje, disputa a final dos 200m borboleta às 15h49 (horário de Brasília). Antes, às 7h02, a equipe americana do 4x200m, da qual faz parte, disputa as eliminatórias. E a final será às 16h51.

"Depois dos primeiros 100 metros, pensei: cara, isto não sou eu. Quando olhei para o placar e vi o tempo estava muito, muito devagar. Tive que me colocar numa boa posição para chegar à final." E Phelps conseguiu. Após 150m, parecia que não ia se classificar, ocupava a quarta colocação. Nos últimos 50m, o velho Phelps parecia estar de volta. Braçadas longas, ritmadas e aquela velha aceleração. Venceu a série com 1min54s53.

A outra bateria foi mais forte. O japonês Takeshi Matusa (1min54s25), o sul-africano Chad le Clos (1min54s34) e o chinês Yin Chen (1min54s43) foram mais rápidos que o "Prodígio de Baltimore". De qualquer maneira, ele se diz orgulhoso. "Eu me sinto bem melhor agora, muito feliz. Estou de volta à pista."

Os 200m borboleta são a prova favorita de Phelps. Aos 15 anos, quando foi à Olimpíada de Sydney, essa foi sua primeira prova. "As corridas mais curtas são bem melhores para mim agora, que estou mais velho."

O outro grande ídolo da natação norte-americana tampouco está se saindo bem. Depois de ganhar o ouro nos 400m medley no sábado, Ryan Lochte foi âncora do 4x100m norte-americano. Quarto homem, pulou n'água na primeira posição, mas foi ultrapassado pelo francês Yannick Agnel, que ontem também o derrotou nos 200m livre - Lochte ficou em quarto. Segundo ele o desapontamento no 4x100m não o abateu. "Cada dia é uma coisa diferente. Iniciei este dia sem pensar naquilo", disse ele que, aparentemente, absorveu bem a derrota e até sorriu para cumprimentar uma repórter. Lochte vive dizendo que está nas piscinas "para curtir", e que vencer não é uma paranoia para ele.

O fato é que a natação norte-americana está perdendo terreno em Londres. Com 12 das 34 provas já disputadas, os Estados Unidos lideram com quatro ouros, cinco pratas e três bronzes. Mas franceses e asiáticos estão abocanhando parte significativa das medalhas. A França já tem três ouros, e a China soma dois ouros, duas pratas e um bronze. / A.L.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.