Arquivo Pessoal
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Piloto que morreu em acidente aéreo queria transportar seleção brasileira

Empresa tinha o costume de fazer a viagem de time e seleções

Estadão Conteúdo

01 de dezembro de 2016 | 11h15

A companhia aérea LaMia, responsável pelo voo que transportava o time da Chapecoense, tinha como um dos sócios o próprio piloto que acabou morrendo no acidente, Miguel Quiroga. A empresa é relativamente pequena, especializada em transportar equipes de futebol em voos fretados, e o comandante tinha o sonho de algum dia transportar a seleção brasileira.

Quiroga foi uma das vítimas fatais da queda do avião na Colômbia além de outros seis funcionários da companhia aérea. Entre as equipes que a empresa já transportou, estão as seleções da Bolívia e Colômbia e mais recentemente a seleção da Argentina, além de outros clubes sul-americanos. Inclusive, a LaMia tem o costume de personalizar suas aeronaves de acordo com a equipe que transporta. Porém ainda não tinha tido a oportunidade de fazer a viagem com a seleção brasileira.

"Infelizmente não deu tempo", disse o primo do piloto, Osvaldo Quiroga, sobre fazer uma viagem com a seleção brasileira. "Há dois meses, ele me procurou pedindo para eu intermediar um contato com a CBF, porque ele tinha interesse em transportar mais times, inclusive a Seleção Brasileira", falou à BBC Brasil. O parente do piloto teria sido procurado por ter contatos próximos à entidade.

De acordo com imagens feitas antes do acidente, o avião da empresa chegou a ser decorado com o emblema da Chapecoense. O CEO da LaMia, Gustavo Vargas, disse que a decoração era um hábito da companhia. "Para cada time que levávamos, personalizávamos o avião. Colocávamos o escudo e símbolos para tornar a viagem mais agradável", explicou Vargas.

"Nosso serviço é um pouco mais caro, mas é mais rápido. A equipe pode ir e voltar no mesmo dia, no horário que quiser. Podemos chegar a locais onde não há voos regulares. Podemos fazer quantas escalas forem necessárias", finalizou.

 

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