Pilotos apostam em ''treino maluco'' em SP

As provas de automobilismo já são marcadas pela emoção. Mas, de acordo com os pilotos da Fórmula Indy, os treinos livres e o de classificação para o GP de São Paulo Indy devem superar todas as expectativas. O desconhecimento dos 4.180 metros da pista de rua do Anhembi deve causar momentos de excitação inédita nos mais de 30 mil espectadores, dizem. "As equipes deverão utilizar todo o tempo possível para pôr os carros em ação nos dois primeiros treinos livres e assim acumular o máximo de conhecimento para o treino de classificação. Não haverá tempo para decisões longas. Tudo deverá ser feito rapidamente", afirmou Tony Kanaan, da Andretti-Green, um dos favoritos à vitória amanhã. O campeão de 2004 acredita que o equilíbrio deverá marcar a disputa da pole position e da corrida. "O treino poderá ter o ritmo de corrida e a disputa deve ser intensa desde o início."

Wilson Baldini Jr., O Estadao de S.Paulo

13 de março de 2010 | 00h00

A maior preocupação será adaptar os carros às ondulações do circuito. "Muita coisa se fala sobre as ondulações da pista, há muita especulação, mas só vamos saber realmente quando todos os carros forem para a pista", afirmou Victor Meira, que retorna oficialmente às pistas após dez meses. Ele sofreu um acidente em Indianápolis e quebrou duas vértebras. Ter a possibilidade de voltar a correr no Brasil o deixa motivado e a possibilidade de atingir 320 km/h nas retas não o assusta. "É como andar de bicicleta: não se esquece", disse o piloto brasiliense da A.J. Foyt Racing, de 32 anos, que ostenta um segundo lugar nas 500 milhas de Indianápolis de 2008.

O fato de os carros terem concepções semelhantes há sete anos ajuda no ajuste mecânico e aerodinâmico. As equipes Penske, Andretti e Ganassi são as favoritas e servem de referência para as equipes menores. Para acertar a melhor configuração para a disputa no Anhembi, engenheiros e mecânicos se utilizam de dados semelhantes ao da corrida de Long Beach.

Os treinos também servirão para equipes e pilotos definirem a quantidade de combustível a ser usada nos carros, o que vai determinar o número de paradas nos boxes durante a corrida. "Certamente, será mais complicado para a gente (pilotos). O trabalho será maior, mas também mais interessante", afirmou o paulista Hélio Castroneves, da Penske, outro favorito à vitória, por sempre ter um grande desempenho em pistas de rua.

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