Pinheiros homenageia medalhistas do Pan

Das 122 medalhas conquistadas pelos brasileiros nos Jogos Pan-Americanos de São Domingos, 26 foram de atletas do Esporte Clube Pinheiros - em judô, natação, saltos ornamentais, handebol e pólo aquático. Pelo resultado, o clube homenageou nesta quinta-feira seus medalhistas, que ainda receberam prêmios em dinheiro: R$ 1.200 para ouro, R$ 900 para prata e R$ 600 para bronze. O nadador Gustavo Borges, 30 anos, encerrou sua participação em Pan na República Dominicana como recordista de medalhas brasileiras em toda a história da competição - 19, sendo oito de ouro, oito de prata e três de bronze (quatro delas em São Domingos). Levou R$ 3.300. ?Quero dezenove cheques", brincou. Passado o Pan, Gustavo só pensa em descansar. ?Viu só o Popov (Alexandr) que ficou um tempo fora das competições e voltou com tudo? Estou precisando fazer o mesmo. Vou nadar o Troféu José Finkel em outubro para cumprir tabela e depois tirar uns bons dias de férias." Com vaga garantida nos 100 m livre para a Olimpíada de Atenas/2004, ainda não decidiu se nadará a prova. ?Só nado se conseguir baixar dos 49s64, melhor tempo que fiz neste ano. Do contrário, não vale a pena o desgaste para não passar das semifinais. Não tenho mais idade para isso." Por enquanto, na Grécia ele só nadaria o revezamento 4 x 100 m livre. Flávia Delaroli, 19 anos e prata no Pan, contou. ?Fui pensando no índice olímpico e acabei voltando com os dois: medalha e índice. Estou muito feliz e tranqüila para dar seqüência aos meus treinamentos até Atenas." Assim como Gustavo, espera descansar. "Eu me casei há um ano e meio e ainda não tive lua-de-mel, que será no fim do ano." Para Cassius Duran, prata dos saltos ornamentais, ?o Pan-Americano não poderia ter sido melhor". ?Quem sabe agora as pessoas passem a dar mais valor para a gente?" Pensando em Atenas, o atleta sabe que o cenário olímpico é bem diferente do Pan. ?Minha meta é chegar à final, entre os 12 primeiros", disse, ao lembrar que em Sydney/2000 ficou na 14ª colocação. Eufórico desde que conquistou o ouro, Fábio Vanini, ponta-direita da seleção de handebol, ainda não teve tempo de agendar a cirurgia no joelho direito - rompeu o ligamento cruzado anterior ainda na semifinal. ?Foi duro ficar no banco. Nossa vaga foi muito suada." Antes de voltar aos treinos, terá de se submeter à operação. ?Preciso correr atrás, porque vou ter pouco tempo para treinar até a Olimpíada de Atenas/2004." A felicidade não estava muito estampada no rosto da judoca meio-médio (até 63 kg) Vânia Ishii, medalha de ouro em Winnipeg/99 e agora derrotada pela cubana campeã olímpica Driulis Gonzales. ?Fui a São Domingos pensando no bicampeonato. Estou triste porque não lutei 100%", disse Vânia. Agora, sua meta é buscar uma vaga para Atenas e melhorar sua colocação na Olimpíada, uma vez que em Sydney ficou na sétima colocação. ?Há dois anos tive lombalgia e quase fiquei de fora do Pan. Estou pronta para me superar." Em setembro ela disputa o Mundial de Osaka, no Japão. ?Depois de dois Pans e uma Olimpíada, estou mais madura e segura." Já o colega de tatame de Vânia, o peso-pesado, Daniel Hernandes, medalha de ouro, estava radiante. ?Em Winnipeg/99 fiquei com o gosto amargo da prata. Agora, estou feliz da vida. Vou treinar muito para Atenas."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.