João Pires/Divulgação
João Pires/Divulgação

Pinheiros tenta quebrar hegemonia e acabar com a mesmice no NBB

Brasília e Flamengo dividem títulos nacionais desde 2007; campeão paulista luta para mudar cenário

Alessandro Lucchetti, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2012 | 03h03

SÃO PAULO - Desde 2007 Brasília e Flamengo se revezam como campeões nacionais no basquete masculino. Na atual edição do NBB, o Pinheiros tenta acabar com essa mesmice. Por enquanto está tendo sucesso: a equipe paulista lidera a fase classificatória com 16 vitórias e quatro derrotas.

No Campeonato Paulista, o Pinheiros já fez história ao conquistar o título, em novembro passado. Desde 1986, quando o Monte Líbano foi campeão, uma equipe da capital não alcançava o feito.

Com um forte elenco e polpudo patrocínio, o Pinheiros já ensaiava uma grande conquista há algum tempo. Na edição 2010/11 do NBB, ficou em terceiro lugar. No Paulista de 2010, foi vice-campeão, atrás de Limeira.

Contrariando os costumes da modalidade, o Pinheiros não demitiu ninguém após os insucessos. Primeiro, Claudio Mortari, que era o treinador, foi promovido a supervisor. João Marcelo Leite assumiu o comando. Depois, João Marcelo tornou-se assistente técnico, com Mortari voltando a ocupar o cargo de técnico.

Nessas idas e vindas, a equipe se acertou. "Quando colocamos o Mortari na supervisão, achávamos que precisávamos de sangue novo. Depois, vimos que precisávamos também da experiência. Agora, combinamos o vigor da juventude do João Marcelo, que comanda vários treinos, com o feeling do Mortari, fundamental nos pedidos de tempo ou para fazer as substituições", diz o diretor de basquete do clube, Fernando Rossi.

Mortari foi campeão do mundial de clubes em 79 comandando o Sírio, além de ter colecionado títulos no Flamengo, Corinthians e Palmeiras, entre outros.

Com a ascensão do Pinheiros, são grandes as chances de a final do NBB, em partida única, ser disputada no ginásio do Ibirapuera, em junho. Para isso, os campeões paulistas terão que manter a melhor campanha.

Segundo Rossi, está quase certo que o atual patrocinador, a Sky, vai continuar. "Temos 99% de chances de renovar", afirma.

Depois do NBB, o objetivo é reforçar a equipe, mirando em títulos internacionais. O Pinheiros é o atual vice-campeão da Interligas e da Liga Sul-Americana. Nas duas finais, foi batido pelo Obras Sanitárias, da Argentina, comandado pelo técnico da seleção daquele país, Julio Lamas.

Na decisão a Liga, no início deste mês, a equipe brasileira sofreu um problema inusitado. "Sete dos nossos jogadores e também eu tivemos diarreia no dia da final, em Buenos Aires", diz Rossi."Acho que foi alguma coisa que comemos no hotel".

A boa campanha do Pinheiros no NBB se reflete nos números. O cestinha do campeonato é Shamell. "Estamos com um bom ritmo em quadra", comemora o norte-americano.

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