Pior Santos encara o embalado Atlético-MG

Equipe de Muricy precisa vencer, fora de casa, um dos melhores times da disputa para evitar risco de ir à zona da degola

Sanches Filho / SANTOS, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h07

O pior Santos desde a posse Luis Alvaro de Oliveira, há dois anos e meio, enfrenta o Atlético-MG, o melhor time do Brasileiro, hoje às 21h, no Estádio Independência, em Belo Horizonte. Desfalcado do seu principal astro, Neymar (está na seleção olímpica e só participou de três jogos do Brasileiro) e desfigurado pelo desmanche promovido pela diretoria após a queda na Libertadores, além de perdas por contusões, a equipe precisa desesperadamente ganhar para não correr o risco de entrar na zona de rebaixamento. Com apenas sete gols, o ataque santista é o mais fraco da competição.

"Com certeza o perigo de o time entrar para o grupo do rebaixamento preocupa. No centenário do clube, ninguém quer passar por isso", disse David Braz, após o treino de ontem cedo.

Ele é o mais cotado para substituir Durval (cumprirá suspensão) e formar a dupla de zaga com outro reserva, Bruno Rodrigo, que se tornou titular em razão da cirurgia de joelho do capitão Edu Dracena.

"Em 2009 eu vivi isso com o Flamengo. A gente estava lá embaixo, mas, no segundo turno, recuperamos os pontos perdidos e chegamos até o título com os vacilos dos adversários."

David Braz chegou ao Santos com o lateral-direito Galhardo numa troca por Ibson e logo na estreia, diante do Bahia, em Salvador, sofreu distensão muscular. Voltou aos treinamentos há duas semanas, e se sente bem. "Estou preparado e zerado da lesão. Se eu tiver essa oportunidade, espero fazer da melhor maneira meu trabalho."

Dura missão. A outra opção de Muricy para a posição é Ewerton Páscoa, ex-Guarani, volante que também atua na zaga. Mas, como David Braz é mais experiente, além de ter sido companheiro de Ronaldinho Gaúcho e saber como parar o ídolo do time mineiro, deve ser o escolhido.

"Quando eu estava lá, tinha de enfrentar Neymar. Agora tenho de enfrentar Ronaldinho. É a nossa vida", disse o zagueiro. O seu conselho para neutralizar o meia é a marcação curta. "Se deixar pensar, ele desequilibra, como já fez na Vila contra o Santos (pelo Flamengo). Temos de estar atentos não só com Ronaldinho, mas também com Danilinho, Guilherme, Jô e Bernard."

Outra novidade poderá ser Bill, que passou a ser oficialmente jogador do Santos segunda-feira, embora já treinasse em horários alternativos no CT Rei Pelé há mais de 20 dias. Como Muricy não orientou treino coletivo ou técnico para, pelo menos, posicionar os jogadores e nem deu entrevista nesta semana, não é certeza que o ex-corintiano comece como titular esta noite.

Se ele não jogar, Dimba, que não finalizou nenhuma vez nos últimos três jogos, continua com a camisa 9, ao lado de Miralles. O armador Patrício Juán Rodríguez nem viajou com a delegação para Minas porque ainda depende de documentos a ser enviados pelo seu ex-clube, o Independiente, da Argentina.

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