Pira olímpica não é atração turística, diz organização de Londres

Chama vai ficar dentro do Estádio Olímpico, longe do olhar do público

KAROLOS GROHMANN, Reuters

29 de julho de 2012 | 14h03

A chama e a pira olímpicas não são uma atração turística, disse Sebastian Coe, presidente do comitê organizador da Olimpíada de Londres neste domingo, defendendo uma decisão de manter ambas longe da vista de milhares de visitantes do Parque Olímpico.

A pira de aço e cobre, acesa na cerimônia de abertura dos Jogos na sexta-feira, não arderá sobre o estádio, como geralmente é o caso, mas permanecerá dentro do Estádio Olímpico e só será vista por portadores de ingresso ao local.

A pira certamente é o símbolo olímpico mais fotografado durante os Jogos e foi acesa ao final de um revezamento com a tocha que partiu de Olímpia, local dos jogos antigos na Grécia, e queimará até a cerimônia de encerramento.

"Ela não foi criada para ser uma atração turística", disse Coe quando indagado sobre a razão de visitantes do Parque Olímpico não poderem vê-la.

"Em parte se trata de manter o que fizemos em 1948", afirmou, referindo-se à Olimpíada de Londres daquele ano, em que a chama foi colocada dentro do estádio.

Houve um grande tumulto nos Jogos de Inverno de 2010 em Vancouver, no Canadá, quando os organizadores deixaram a pira atrás de grades e ali posicionaram seguranças, afastando-a de um grande número de visitantes que foram em massa para ver ou fotografar o símbolo olímpico.

Com a reação negativa dos canadenses, as autoridades foram forçadas a remover parte da proteção para permitir um maior acesso à pira.

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