Piratas e ventos ameaçam a liderança de Torben na Volvo

Uma etapa de 1.950 milhas náuticas (3.611,4 quilômetros) passando pela Indonésia pode parecer fácil para quem já participou de uma regata de Volta ao Mundo, inúmeras competições de grande porte e ganhou cinco medalhas olímpicas, mas o brasileiro Torben Grael não está tão tranqüilo. Ressalta que serão muitos os desafios para o Ericsson 4 na terceira etapa da Volvo Ocean Race, entre Cochin, na Índia, e Cingapura. O grupo, que lidera a competição na classificação geral, largou na frente ontem e terá pela frente alguns problemas, como a falta de conhecimento da área, ventos fracos, tráfego e piratas.Torben explica que os empecilhos são um pouco diferentes dos enfrentados na etapa anterior, entre Cidade do Cabo (África do Sul) e Cochin - na costa da Somália todos corriam risco de seqüestros, comuns na região. "Já no caminho para a Indonésia os problemas são os grupos de pequenos barcos pesqueiros", conta o brasileiro. Nessa área algumas flotilhas se disfarçam e quando os barcos estrangeiros se aproximam são cercados e só se desvencilham depois de comprar os produtos oferecidos pela tripulação. Na segunda metade da competição, o tráfego marítimo comercial é intenso e os tripulantes precisarão estar atentos. Outra dificuldade a ser vencida serão os ventos fracos e a situação fica mais complicada para todas as equipes porque a maioria dos participantes vai navegar por essa região do Oceano Índico pela primeira vez. "Será difícil para todo mundo. Vamos ter de ficar acompanhando de perto os dados meteorológicos." A tripulação do Ericsson, de acordo com Torben, está bem, mas sofreu um pouco com a comida na Índia. "Tudo é muito picante e foi um difícil a adaptação."

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