Piscina londrina deixa a desejar

Aquatics Centre tem mais lugares, mas sua arquitetura não se compara à do fantástico Cubo D'Água de Pequim

LONDRES, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2012 | 03h03

Grande vedete dos Jogos de Pequim quando se trata de instalações esportivas olímpicas, o Cubo D'Água estabeleceu um parâmetro de luxo, criatividade e arrojo arquitetônico que dificilmente será superado.

O Aquatics Centre de Londres certamente não é páreo para a obra-prima chinesa. Trata-se de uma construção bem mais austera e discreta. Alguns repórteres que visitaram as instalações chegaram a comparar a piscina londrina não à de Pequim, mas à do Centro Aquático Scotiabank, construída para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

Na Grã-Bretanha há questionamentos por parte da sociedade sobre a montanha de dinheiro que foi gasta para a organização dos Jogos. A China, que se esforçou para se afirmar como potência e impressionar o mundo, não economizou. E produziu obras bem mais marcantes em termos arquitetônicos.

Demorou quatro anos para o Cubo D'Água ficar pronto, ao custo de US$ 200 milhões. Um dos destaques arquitetônicos e tecnológicos da obra é a membrana de plástico que envolve o prédio, imitando bolhas d'água. A cobertura aproveita o calor e a luz dos raios solares e permite uma economia de 30% no uso de energia elétrica.

O Ninho do Pássaro, estádio de atletismo onde ocorreu a abertura dos Jogos de Pequim, vizinho ao Cubo D'Água, é outra construção faraônica que não encontra adversário no Olympic Stadium londrino.

O Aquatics Centre comporta 17.500 espectadores. Depois dos Jogos, terá duas funções: centro comunitário para a prática de esportes e centro de treinamento para a elite da natação britânica. Já o Cubo D'Água foi transformado em um parque aquático que, mal comparando, se assemelha, em termos de conceito, ao Wet n'Wild, que fica à beira da Rodovia Anhanguera.

A capacidade de público do Aquatics Centre supera em 500 lugares a do Cubo. Mas a visibilidade dos lances mais altos das arquibancadas é bastante prejudicada. Visto lá de cima, o gigante americano Michael Phelps parece um mosquito. / A.L.

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