Elise Amendola/AP
Elise Amendola/AP

Pista de luge em Vancouver terá mudanças após morte de atleta

Organização decide diminuir extensão, elevar parede de saída e antecipar ponto de largada da prova masculina

Efe,

13 de fevereiro de 2010 | 17h14

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver (Vanoc, em inglês) fará mudanças na pista de luge para evitar acidentes como o que levou a vida do georgiano Nodar Kumaritashvili num treino na sexta-feira.

 

Uma delas é que a disputa masculina terá o mesmo ponto de largada da feminina, o que impedirá velocidades extremas. A extensão na pista de Whistler será de 1,198 quilômetro - antes, a distância dos homens era de 1,374.

 

Outra medida adotada para evitar acidentes é elevar a parede da pista na saída da última curva, em que Kumaritashvili sofreu o fatal acidente.

 

No entanto, a federação internacional de luge disse que a causa da morte de Nodar Kumaritashvili foi um erro do próprio esportista, e não um problema da pista, considerada uma das mais rápidas do mundo.

 

Para o alemão Georg Hackl, três vezes campeão olímpico da prova masculina individual de luge, a velocidade não deve ser a culpada pelo acidente.

 

"Não tem nada a ver com a velocidade. Ele também morreria se tivesse batido a uma velocidade de 60 km/h. Kumaritashvili cometeu um pequeno erro de pilotagem", comentou Hackl, de 43 anos, em declarações publicadas pela imprensa de seu país.

 

Sobre a decisão de antecipar o ponto de largada, ele disse: "Na minha opinião, é apenas uma forma de agradar aqueles que não sabem nada sobre este esporte".

 

"Os acidentes no luge são parte de nossa rotina diária. Os melhores do mundo tiveram acidentes espetaculares, isso é normal. É preciso levantar, sacudir a neve e continuar", completou.

 

Entretanto, ele lembrou que às vezes os pilotos não se dão conta do que há fora da pista, em referência ao pilar de cimento contra o qual o georgiano se chocou.

 

 

 

 

Kumaritashvili perdeu a vida na sexta-feira, dia da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, num treino prévio às disputas individuais masculinas. Ele saiu da pista e bateu contra uma estrutura a uma velocidade de aproximadamente 145 km/h.

 

"Não havia indicação alguma de que o acidente foi causado por deficiências na pista. Ele entrou tarde na última curva e, embora tenha tentado corrigir o problema, acabou perdendo o controle do trenó e sofreu o trágico acidente", disse a federação.

 

O acidente aconteceu na última curva do circuito, batizada de Thunderbird ("pássaro do trovão", em português), e na sessão final de treinos antes da competição, que começará hoje.

 

Após ser submetido a manobras de ressuscitação (massagem cardíaco e respiração boca a boca), o atleta georgiano, de 21 anos, foi levado ao centro médico de ambulância, e depois transferido de helicóptero.

 

Pouco depois, o Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou a morte do esportista no hospital.

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