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Pista lotada

Depois da Fórmula 1, neste fim de semana tem mais uma estreia - a da Stock Car em Goiânia. Uma corrida especial, na qual o piloto participante do campeonato corre em dupla com um convidado, e este ano traz para a pista nomes importantes do automobilismo mundial, como o campeão de Fórmula 1 de 1997, Jacques Villeneuve; Antonio Felix da Costa, piloto reserva da Red Bull; e outros estrangeiros com passagem pela F-1, como o italiano Vitantonio Liuzzi e o espanhol Jaime Alguersuari. Somados aos brasileiros que já disputaram o Mundial, a corrida de amanhã reúne 14 ex-pilotos de Fórmula 1.

Reginaldo Leme, O Estado de S.Paulo

21 Março 2015 | 02h03

Villeneuve e Ricardo Zonta revivem a dupla da equipe BAR de F-1 durante dois anos (1999 e 2000), Felix da Costa será companheiro de Allam Khodair na Full Time; Liuzzi, de Felipe Lapenna na Carlos Alves; Jaime Alguersuari, de Luciano Burti na RZ Motorsport. Uma atração especial é a presença dos sobrenomes Senna e Prost correndo na mesma equipe. A Mico's trouxe Nicolas Prost (filho de Alain), para dividir um carro com Julio Campos, e Bruno Senna (sobrinho de Ayrton) divide o outro com Antonio Pizzonia. Luiz Razia, vice-campeão da GP2 em 2012, fará dupla com o brasiliense Lucas Foresti. Nelsinho Piquet repete a parceria do ano passado com Átila Abreu; e Lucas di Grassi, com Thiago Camilo. A Corrida de Duplas marca a volta de dois campeões do passado. O tricampeão Chico Serra vai dividir um carro da Red Bull com o filho Daniel Serra. E Ingo Hoffmann, o maior vencedor da história do automobilismo brasileiro (12 vezes campeão só na Stock Car), volta a pilotar um carro da categoria a convite do atual campeão Rubens Barrichello, que teve em Ingo o seu primeiro ídolo no início da carreira.

O autódromo de Goiânia, modelo a ser seguido por outros no Brasil foi o escolhido para as duas principais etapas da Stock Car. Além da corrida de duplas abrindo o campeonato neste fim de semana, em agosto o autódromo recebe a Corrida do Milhão. É até engraçado a gente encontrar tanto piloto pra qualquer lado que se vá. São 66 formando as duplas da Stock, 20 do campeonato de marcas, mais 20 do brasileiro de turismo e 39 do Mercedes Challenge. Já descontando os quatro que acumulam Marcas e Stock, inclusive Barrichello a partir desse ano, o autódromo está recebendo neste final de semana 141 pilotos. A corrida de duplas tem uma duração maior - 50 minutos mais uma volta. Na final em Interlagos, com pontuação em dobro, dia 13 de dezembro, a duração é de 40 minutos mais uma volta. E as nove rodadas duplas tiveram a duração aumentada em relação ao ano passado. A bateria longa passa de 40 para 48 minutos (mais uma volta) e a curta, de 20 para 28 (mais uma volta).

Na Fórmula 1, diante do extraordinário quinto lugar de Felipe Nasr na corrida de estreia dele na Austrália, é importante o torcedor brasileiro não criar uma expectativa de que ele possa estar sempre entre os seis primeiros nas próximas etapas do Mundial. O que chama a atenção de uma equipe grande é a segurança que Felipe demonstrou, atacando e ultrapassando desde a largada como se ainda estivesse na GP2 e, principalmente, a técnica e o equilíbrio mental com que sustentou a quinta posição mesmo atacado por pilotos da qualidade de Ricciardo e Raikkonen, e carros da Red Bull e Ferrari. Sem cometer um único erro. A pressão sofrida por Ricciardo durou cerca de 50 voltas, a diferença chegou a ser de meio segundo, o que permitiu ao australiano a abertura da asa, e terminou em mais de três segundos na linha de chegada. Mas, por enquanto, ele corre na Sauber, uma equipe média.

O problema nas costas que tirou Valtteri Bottas do GP da Austrália pode ser mais grave do que se pensava. A lesão é uma espécie de laceração nos músculos que envolvem a coluna, idêntica à que levou Kimi Raikkonen a uma cirurgia. O problema é causado pela posição do piloto no cockpit e o impacto do carro contra as zebras. Bottas será reavaliado antes do GP da Malásia, mas ele pode continuar a carreira à base de analgésicos e fisioterapia. Raikkonen demorou 13 anos, dois deles disputando ralis, para submeter-se à cirurgia apenas em 2013, quando se preparava para reassumir a Ferrari.

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