Siphiwe Sibeko/EFE
Siphiwe Sibeko/EFE

Pistorius continua preso após julgamento ser reagendado

Investigador do caso disse que tirar atleta paralímpico da cadeia seria um 'risco à sociedade'

AE-AP, Agência Estado

20 de fevereiro de 2013 | 11h13

PRETÓRIA - Pelo segundo dia seguido, o julgamento do pedido de liberdade mediante pagamento de fiança feito pela defesa de Oscar Pistorius foi adiado e o astro paralímpico seguirá preso na delegacia onde está sob custódia da polícia, em Pretória, capital da África do Sul. Acusado de premeditar o assassinato de sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, dentro da sua própria casa, na semana passada, o atleta biamputado participou de nova audiência nesta quarta-feira e o juiz do caso, Desmond Nair, deverá responder ao pedido nesta quinta, em novo dia de julgamento.

O investigador Hilton Botha alegou nesta quarta no tribunal que tirar Pistorius da cadeia representaria um "risco à sociedade" e afirmou que o atleta poderia tentar fugir da África do Sul caso o juiz aceite o pagamento de fiança que o colocaria em liberdade durante o período do julgamento do caso.

Pistorius é acusado de ter premeditado o assassinado de Reeva Steenkamp na madrugada de quarta para quinta-feira da semana passada, quando efetuou disparos com uma pistola 9 milímetros dentro de sua residência, em um condomínio da capital sul-africana. Ele negou que teve intenção de matar a namorada, disse que os tiros foram acidentais e tiveram o objetivo de inibir a presença um intruso que teria invadido a sua casa.

Hilton Botha ainda revelou nesta quarta que Pistorius teve apreendido no cofre do seu quarto munição para revólver calibre 38. O investigador declarou que o atleta não possuía licença para usar uma arma deste tipo e, com isso, a posse desta munição era ilegal.

Outro fato revelado no julgamento desta quinta foi que quatro celulares foram encontrados na cena do crime, o banheiro da casa de Pistorius, sendo que nenhum deles contava com registros de ligações para polícia ou paramédicos. A modela Reeva Steenkamp foi encontrada morta com quatro tiros e também com ferimentos no crânio. Para completar, a polícia achou no local um taco de críquete ensanguentado, mas ainda não foram divulgados resultados da perícia no objeto.

Na sua versão sobre o assassinato, o atleta biamputado afirmou que se sentiu vulnerável porque não estava com as suas próteses de pernas quando atirou na porta do banheiro trancada. E, segundo ele, após perceber que a sua namorada não estava em sua cama e ouviu um barulho vindo do banheiro, colocou suas próteses de pernas, tentou chutar a porta e depois a arrombou com o taco de críquete e encontrou Steenkamp baleada lá dentro. Pistorius ainda disse que correu pela escadas com sua namorada, que "morreu nos seus braços".

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