Chris Collingdridge/AP
Chris Collingdridge/AP

Pistorius planeja realizar cerimônia em memória de namorada morta

Atleta é acusado de premeditar o assassinato da modelo Reeva Steenkamp em Pretória

AE-AP, Agência Estado

26 de fevereiro de 2013 | 15h13

JOHANNESBURGO - Oscar Pistorius planeja realizar, ainda nesta terça-feira, uma cerimônia religiosa que servirá para prestar uma homenagem a Reeva Steenkamp, sua namorada de 29 anos morta no último dia 14, na casa do próprio astro paralímpico, que é acusado de premeditar o assassinato da modelo, em Pretória, na África do Sul.

A cerimônia seria realizada na casa do tio do corredor, Arnold, onde o atleta tem ficado desde quando recebeu da Justiça, na última sexta, o direito de responder em liberdade pelo crime mediante o pagamento de fiança.

A empresa que cuida da reputação de Pistorius afirmou que o mesmo solicitou a realização da cerimônia, "assim como permanece em profundo luto pela perda de sua parceira Reeva", depois de ter alegado que fez, de forma acidental, os disparos que resultaram na morte da namorada ao confundi-la com um suposto intruso em sua casa.

"O Oscar pediu por um serviço privado com as pessoas que compartilham sua perda, incluindo membros de sua família que conheciam e amavam Reeva como um dos seus", afirmou um porta-voz da empresa que presta serviço a Pistorius, por meio de um comunicado, no qual não traz detalhes sobre a cerimônia desta terça.

Há exatamente uma semana, uma cerimônia foi realizada para Steenkamp na cidade sul-africana de Port Elizabeth, onde o corpo da modelo foi cremado. Naquela mesma terça-feira, o julgamento do pedido de fiança feito pela defesa de Pistorius começou a ser realizado em Pretória, onde o atleta chegou a ficar preso sob custódia por nove dias.

A estrela paralímpica foi colocada em liberdade após o juiz Desmond Nair ter ordenado o pagamento de uma fiança de 1 milhão de rands (cerca de US$ 113 mil), assim como ordenou que o atleta de 26 anos entregasse os seus passaportes, armas que possua e também que fique longe da casa onde ocorreu o crime, localizada em um condomínio de alto padrão em Pretória. Ele ainda foi proibido de deixar a cidade sem a permissão de agentes policiais e está proibido de consumir álcool ou drogas.

TRAGÉDIA ABALA JUIZ DE CASO

No mesmo dia em que a cerimônia em homenagem a Reeva foi confirmada, o juiz que julga o caso envolvendo Pistorius confirmou que está de luto em razão de uma tragédia da sua vida pessoal. Ele confirmou que está relacionado com uma mulher suspeita de ter matado seus dois filhos e depois cometido suicídio no último final de semana.

Os corpos da mulher e de seus dois filhos foram encontrados na noite de domingo em sua casa, em Johannesburgo, pelo seu ex-marido, afirmou o subtenente Balan Muthan. Autoridades suspeitam que a mulher administrou uma substância que matou seus filhos e deu cabo à própria vida ao ingerir a mesma também.

A revelação da morte foi a última de caráter bombástico que atinge de forma negativa as pessoas ligadas ou envolvidas de alguma forma, direta ou indiretamente, com caso do corredor, que fez história como primeiro biamputado a participar de uma edição dos Jogos Olímpicos, em Londres, no ano passado.

Antes disso, o investigador principal do caso, Hilton Botha, foi substituído por um outro após a revelação de que o mesmo está enfrentando uma acusação de tentativa de homicídio, em incidente ocorrido em outubro de 2011. Ele tem a sua presença em um tribunal agendada para maio, em razão de sete acusações de tentativa de homicídio no ocorrido, quando o investigador e outros dois policiais dispararam contra um ônibus de pequeno porte que tentavam deter naquele episódio.

Para completar, Kenny Oldwage, advogado da família de Oscar Pistorius, disse no último domingo que o irmão do atleta está enfrentando uma acusação de homicídio culposo por um acidente de trânsito ocorrido em 2010. Ele não confirmou os detalhes do caso de Carl Pistorius, supostamente envolvido em um acidente com uma mulher motociclista.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.