Pivôs brasileiros encaram prova de fogo contra Porto Rico

Os pivôs Murilo e João Pauloterão uma prova de fogo quando o Brasil enfrentar Porto Rico,sexta-feira, no basquete masculino dos Jogos Pan-Americanos,para provar ao técnico Lula Ferreira que merecem estar naequipe que disputará o Pré-Olímpico. Classificados para as semifinais, brasileiros eporto-riquenhos decidem na sexta-feira o primeiro colocado doGrupo A e a partida promete ser recheada de jogadas durasdentro do garrafão. "Porto Rico mostrou ser um dos times mais fortes, e vai seruma batalha. É um time muito forte, muito bem distribuído, comjogadores bons em cada posição", afirmou João Paulo, de 2,05metros. Ele e Murilo, de 2,11 metros, vão enfrentar os pivôs PeterRamos, de 2,21 metros, e Angelo Reyes, de 2,03 metros. Sem apresença de jogadores como Nenê, Anderson Varejão, TiagoSplitter e Rafael "Baby" Araújo, eles terão uma boaoportunidade de mostrar serviço para continuarem na equipe, jáque esses jogadores devem disputar o Pré-Olímpico das Américas. A disputa dos países por uma vaga em Pequim-2008 será entre22 de agosto e 2 de setembro, em Las Vegas (EUA), e classificaduas equipes. Os terceiro, quarto e quinto colocados aindaterão a chance de se classificar no Pré-Olímpico Mundial, noano que vem, que distribui mais três vagas. "Hoje temos pivôs que vão atrás do rebote, marcam e sofremfaltas, como o Murilo. O Peter Ramos é um jogador que preocupa,que bloqueia, vai para o ataque, ele é grande e fica difícil decortar o passe. Se conseguirmos fazer ele dar um passinho amais para fora, ajuda, porque ele muito perto da cesta éperigoso", avaliou o treinador, que já definiu quem será oresponsável por deter o pivô porto-riquenho: João Paulo. Murilo foi o cestinha do Brasil na vitória por 98 a 63sobre o Canadá, com 24 pontos, nesta quinta-feira. Ele já havialiderado o ataque brasileiro contra as Ilhas Virgens, naestréia. O pivô ainda foi o maior reboteiro, com sete, contraos canadenses. "No garrafão, teoricamente estamos passando pela melhorfase do Brasil, mas é preciso provar isso na quadra. ContraPorto Rico os rebotes serão mais difíceis e temos que prepararum bloqueio melhor ainda. Será um teste bom para saber serealmente melhoramos", afirmou Lula, que reclamou dos rebotesdefensivos contra Ilhas Virgens mas viu melhoras contra oscanadenses. O treinador agora vai analisar vídeos do próximoadversário, e já prevê um jogo bem mais complicado. "O Brasiltem que buscar o melhor formato para enfrentá-los. Porto Ricotem mais tempero, é mais parecido com o Brasil, tem traquejo eexperiência." MATURIDADE Uma das armas do Brasil será a versatilidade de Marcelinho.O ala/armador destacou-se contra o Canadá ao dar cincoassistências e ainda marcar nove pontos, todos em cestas detrês. "O Marcelinho não é só importante fazendo ponto. Elearremessa bem e passa bem também. Quando se atinge o equilíbrioentre saber passar e arremessar é o ideal", afirmou otreinador. Para o jogador, esse equilíbrio em quadra deve-se aoamadurecimento. "A gente está jogando muito bem coletivamente,buscando o melhor arremesso, independente de quem for. Sãofases, a gente vai ganhando experiência, enxergando melhor ojogo."

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