Plano do Tricolor é sufocar o The Strongest desde o início

Time vai repetir a estratégia que usou com sucesso no jogo contra o Bolívar na primeira fase

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2013 | 02h05

A vitória do Atlético-MG sobre o Arsenal coloca o São Paulo entre a cruz e a espada hoje no Morumbi. Se fizer o que se espera e confirmar o favoritismo diante do The Strongest, empatará em número de pontos com os bolivianos na segunda colocação e chegará à próxima rodada bem posicionado na briga por uma vaga para a próxima fase - o Tricolor receberá o Arsenal. Se não vencer, verá sua situação se complicar no Grupo 3. Por esse motivo, Ney Franco manda a equipe ao ataque desde o início para evitar o risco de zebra. Ele confirmou a escalação de três atacantes, deixando Ganso no banco para dar lugar a Aloísio. Dessa forma o time repetirá pela quarta vez a formação consagrada no ano passado, o que deixa clara a postura de buscar o resultado desde os primeiros minutos a exemplo do que foi feito contra o Bolívar na fase eliminatória (5 a 0). "Essa é a forma que escolhemos para a Libertadores", disse Ney Franco.

Além da entrada de Aloísio, Denilson volta após ser preservado contra o Linense no fim de semana e fica com a vaga de Maicon.

Existe o consenso de que uma das vagas dificilmente escapará do Atlético. Como o São Paulo fará seus dois próximos jogos em casa, o planejamento é conquistar esses seis pontos para deixar a classificação bem encaminhada. "A vitória do Atlético não foi uma surpresa. Uma coisa que começa a se desenhar é a classificação deles. Então, temos a obrigação de vencer nossas partidas", disse Ney Franco.

Mesmo reconhecendo que o The Strongest é tecnicamente superior ao Bolívar, o treinador sabe que seu time tem a obrigação de conseguir um bom resultado. "Em termos de Libertadores, é a nossa obrigação sim. Não podemos nos dar ao luxo de ter de ir buscar a vitória fora de casa". As principais preocupações são os avanços dos laterais Bejarano e Torrico e a qualidade do volante Chumacero. "É um volante que enfrentei quando estava na seleção sub-20. Sai para o jogo e bate muito bem na bola."

Os jogadores também admitem o favoritismo, mas prometem atenção desde o começo. "Estou vendo o grupo motivado e temos tudo para fazer um grande jogo para dar uma aliviada para a partida seguinte", afirmou Luis Fabiano.

A boa atuação contra o Linense garantiu a Aloísio um lugar entre os titulares. Ele foi o preferido em relação a Paulo Henrique Ganso.

Foi justamente com Aloísio em campo que o Tricolor fez sua estreia e teve uma das melhores atuações na temporada ao vencer o Bolívar por 5 a 0. Foi dele também o único gol na derrota para o Atlético-MG (2 a 1) no primeiro jogo da fase de grupos. Seu estilo aguerrido conquistou Ney Franco, que passou a ver nele uma peça capaz de atuar pelo lado direito do ataque, função exercida por Lucas até o ano passado. Os números comprovam a eficiência de Aloísio, que participou das 11 partidas - cinco como titular e seis vindo do banco. Ele marcou três gols, nenhum no Morumbi. "Até eu já estou me pressionando, mas sei que uma hora vai sair."/F.F.

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