PM monta esquema para 36 mil torcedores

Polícia decidiu manter contingente que seria usado caso a partida fosse disputada com portões abertos

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2013 | 02h01

O Pacaembu não terá nenhum torcedor nas arquibancadas hoje à noite, mas 200 policiais militares estarão do lado de fora do estádio. A PM decidiu enviar ao local o mesmo contingente que seria usado caso a partida entre Corinthians e Millonarios fosse disputada com portões abertos, com um público estimado de mais de 36 mil pessoas.

A decisão foi tomada depois que torcedores começaram a se mobilizar para comparecer hoje na hora do jogo à Praça Charles Miller, que fica em frente ao estádio, para dar apoio ao time. Nas redes sociais, o movimentou passou a ser chamado de "Invasão na Praça Charles Miller".

"Fizemos uma reunião com os diretores das principais torcidas organizadas do Corinthians e ficou acertado que eles não iriam incentivar os seus associados a comparecer à região do Pacaembu. Não haverá nada por lá, como telões. Mesmo assim, estaremos de prontidão em todos os portões do estádio para evitar qualquer risco de confusão", disse o tenente Marçal Ricardo Razuk, responsável pelo policiamento nos estádios.

Os portões do Pacaembu serão isolados para que nenhum torcedor tente se aproximar a fim de acompanhar a partida através de buracos ou frestas.

A Gaviões da Fiel, maior organizada do Corinthians, orienta os seus torcedores a assistirem ao jogo na sede da organizada, onde será instalado um telão. "Queremos evitar qualquer tipo de tumulto ou ida à Praça Charles Miller, vamos nos concentrar aqui em nossa casa", diz trecho do comunicado divulgado no site da torcida.

A Camisa 12 também pede para os sócios irem à quadra da torcida. "Queríamos nossa festa do lado de fora (do Pacaembu), mas existem pessoas má intencionadas querendo confronto com a polícia e sujar nossa entidade", comunicou a organizada por meio da sua conta no Twitter. Semana passada, quando a Conmebol anunciou a proibição de torcedores do Corinthians nos jogos da equipe na Libertadores, a Camisa 12 mostrou-se favorável à ida de associados à praça.

A Estopim é outra organizada que pede que seus sócios não se encaminhem ao Pacaembu.

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