Bruno Miani / Divulgação
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'Podemos ir mais à frente no Mundial', afirma Ribera

Técnico espanhol da seleção masculina de handebol fala sobre as chances do Brasil no Mundial do Catar; objetivo é chegar às quartas

VÍTOR MARQUES, O ESTADO DE S. PAULO

15 de janeiro de 2015 | 07h00

O técnico da seleção brasileira masculina de handebol, o espanhol Jordi Ribera, reassumiu o cargo em 2012. Uma de suas missões era renovar a equipe e iniciar uma primeira fase de um projeto que culmina na Olimpíada de 2016. Nesta entrevista ao Estado, ele fala sobras as chances do Brasil na competição que começa nesta quinta-feira em Doha, no Catar. Sua meta é que o Brasil avance às quartas de final, superando último Mundial, na Espanha, em 2013.

O grupo do Brasil, o A, pode ser considerado difícil?

Normalmente todos os grupos têm as suas dificuldades. Se tivéssemos caído no Grupo D seria difícil. Mas no Mundial da Espanha (2013) caímos num grupo difícil, que foi chamado de grupo da morte, mas nos saímos bem. Ficarmos em terceiro (do grupo) e foi um bom mundial.

O que espera do jogo da estreia?

Temos a dificuldade de jogar contra a equipe da casa, que é o Catar. Se jogássemos  contra o Catar em outro lugar teria outra dificuldade. O Catar nacionalizou muitos jogadores estrangeiros. Não será uma equipe muito representativa do Catar, mas eles têm um poder econômico enorme. Vai ser um jogo difícil. É uma equipe que vai brigar pelos menos objetivos que queremos.

Qual é o objetivo da seleção brasileira no Mundial?

Sonhamos em dar um passo à frente do Mundial da Espanha. O primeiro objetivo é a classificação. E temos de pensar que não é a mesma coisa classificar em terceiro ou em quarto. Em quarto, você enfrenta o primeiro do outro grupo. Teoricamente será a Croácia. Se você termina em terceiro, poderemos ter um rival mais equiparado. Podemos ir mais à frente no Mundial.

Quais são as seleções favoritas ao título?

França, Dinamarca, Croácia e Espanha. São as seleções que vêm chegando às finais.

A Olimpíada do Rio é o ponto do seu trabalho?

Quatro anos é um bom tempo, mas precisa de mais tempo. Demos passos importantes, mas se pensarmos que o objetivo na Olimpíada é medalha, por exemplo, é um objetivo muito alto, na comparação com o feminino, que iniciou um projeto muito antes.

A base do grupo que você levou ao Mundial será a base da Olimpíada?

Seguramente, podendo ter algumas mudanças. Falamos de ter um grupo de 20, 22 jogadores, não podemos trabalhar só com 16, porque na hora, dois, três jogadores podem se machucar. Precisamos de um grupo mais amplo, até porque, quando terminar a Olimpíada, o projeto tem de continuar.

O que o êxito da seleção feminina (campeã do mundo em 2013) influencia para o esporte e para a seleção masculina?

Para a modalidade, o handebol, a conquista foi muito importante, estamos em um país que é importante ser campeão, ganhar. Isso significou muito para a modalidade. Para nós, sabemos que temos mais cobranças, está claro que é há uma exigência maior. Mas temos que saber que são realidades diferentes a do feminino e a do masculino, aqui, como em outros países também.

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