Polêmica marca vitória da Inglaterra

Ingleses se classificam ao fazer 1 a 0 na Ucrânia, que reclama de gol não marcado. Auxiliar não viu a bola ultrapassar a linha

DONETSK, UCRÂNIA, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2012 | 03h08

Entra ano, sai ano, a velha polêmica sobre se a bola entrou atormenta os organizadores de grandes eventos de futebol. Desta vez foi na Eurocopa. Com gol de Wayne Rooney, que voltou após cumprir suspensão de dois jogos, a Inglaterra venceu a Ucrânia por 1 a 0, em Donetsk, e se classificou como líder do Grupo D, à frente da França, que ficou com a segunda vaga apesar da derrota por 2 a 0 para a Suécia.

A imagem mais marcante da partida - e de todo torneio, até aqui -, porém, não foi o gol inglês, mas sim a falha da arbitragem que, aos 17 minutos do segundo tempo, não viu a bola chutada por Devic ultrapassar completamente a linha da meta inglesa antes de Terry afastá-la, naquele que seria o gol de empate dos donos da casa.

Os ucranianos acabaram eliminados, mas reclamaram muito no final do jogo. O principal alvo da indignação dos anfitriões foi o árbitro adicional que fica sobre a linha de fundo, cuja missão principal é exatamente verificar se a bola entrou em lances polêmicos, como o de ontem. "Ele (o árbitro adicional) está ali para isso. É impensável que ainda estejamos sujeitos a esse tipo de situação", desabafou o atacante e ídolo ucraniano Shevchenko.

Nas quartas de final a promessa é de dois grandes confrontos. A Inglaterra vai encarar a Itália, domingo, em Kiev. Já a França terá pela frente a atual campeã Espanha, sábado, na Donbass Arena, em Donetsk. O vencedor do primeiro jogo enfrenta República Checa ou Portugal. Já o do segundo pega quem passar do confronto entre Alemanha e Grécia.

Estreia. Em Donetsk, Rooney fez seu primeiro jogo na Eurocopa - ele cumpriu suspensão nas duas primeiras rodadas. Na etapa inicial, o atacante do Manchester United mostrou falta de ritmo de jogo e perdeu um gol claro na pequena área.

Para avançar às quartas de final, os ucranianos precisavam da vitória. E com essa pressão e o apoio de um estádio lotado, partiram para cima. Na metade do primeiro tempo, a posse de bola dos donos da casa chegou a 60%. A finalização, no entanto, mostrava-se deficiente. As duas seleções chutavam pouco a gol, o que só aumentava o clima de apreensão entre os torcedores.

Aos poucos a Inglaterra ajustou a marcação e equilibrou as iniciativas. O time até buscava o toque de bola pelo meio, mas sempre esbarrava na boa marcação ucraniana. A alternativa, então, era a velha, mas sempre eficiente jogada pelos lados, sobretudo com os cruzamentos de Gerrard para Rooney, que tentava se desvencilhar dos marcadores.

Logo no início da segunda etapa, a estrela inglesa acabou favorecida por um erro de todo o sistema defensivo da Ucrânia, aos 3 minutos. Gerrard fez bela jogada na direita e cruzou na área. A bola desviou num defensor, passou pelo goleiro e chegou livre para Rooney, já em cima da linha, mandar para o fundo das redes.

O rumo da partida, porém, poderia ter sido outro se não fosse um erro do árbitro húngaro Viktor Kassai e, principalmente, do assistente adicional da linha de fundo. Ninguém viu que o chute de Devic, aos 17, cruzou a linha do gol e, só depois, Terry cortou. Seria o empate da Ucrânia.

O lance provocou várias reclamações do banco de reservas da Ucrânia, principalmente do técnico Oleh Blokhin. A todo instante, o treinador gesticulava com o árbitro reserva. Aos 24, Shevchenko finalmente entrou em campo, mas não mudou o panorama do jogo.

A Ucrânia ainda teve mais uma oportunidade. Konoplyanka arriscou de fora da área e Hart espalmou para a marca do pênalti. Lescott afastou o perigo. Rooney quase fez o segundo após cobrança de escanteio aos 29, mas Pyatov defendeu com segurança.

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