Polêmica não abala Sandro Meira Ricci

Ser protagonista do jogo mais polêmico do Campeonato Brasileiro não tirou de Sandro Meira Ricci o título de melhor juiz da competição (26,86%). Pelo contrário. O representante do Distrito Federal terminou o ano em alta ao herdar a vaga do gaúcho Carlos Eugênio Simon no quadro da Fifa.

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2010 | 00h00

A atuação de Ricci no Pacaembu, em 13 de novembro, na vitória do Corinthians sobre o Cruzeiro, por 1 a 0, gol de pênalti de Ronaldo, causou uma reação inédita do sempre equilibrado técnico Cuca, do time mineiro, que chegou a dar socos na mesa durante a entrevista coletiva. Além da falta apontada dentro da área para o time corintiano, o treinador também reclamava muito dos impedimentos, segundo ele, mal marcados, do seu ataque.

Os lances foram exaustivamente discutidos nos programas de TV e até um favorecimento ao time do Parque São Jorge ficou sob suspeita. Naquele momento, o Corinthians assumia a liderança a três rodadas do fim. Com o título indo para o Fluminense, muito da discussão se perdeu e Ricci foi lembrado mais por suas boas atuações.

A escolha do "homem de preto" sempre é muito contestada. Em muitos casos, o "nenhum" acaba em primeiro lugar na eleição. Em 2010, mais de 20% dos eleitores preferiram não destacar ninguém. E para mostrar que a nova geração do apito não tem agradado nem a "gregos e nem a troianos", o 3.º colocado foi o sempre criticado Carlos Eugênio Simon, que abandonou a profissão ao atingir a idade limite de 45 anos.

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