Polícia Civil quer acareação de Adriano e Adriene

A perícia confirmou que o disparo foi feito no banco de trás, enquanto Adriano estava no banco do carona, na frente

PEDRO DANTAS / RIO, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2011 | 03h04

A Polícia Civil do Rio quer promover uma acareação entre Adriano e Adriene Cyrilo Pinto, de 20 anos, que disse ter sido baleada por ele numa brincadeira na madrugada de sábado, quando saíam de uma boate na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, no carro dele. A perícia confirmou que o disparo foi feito no banco de trás, enquanto Adriano estava no banco do carona, na frente. Adriano e três testemunhas sustentam que o disparo acidental foi provocado pela própria jovem, que brincava com a arma no banco traseiro.

Adriene foi atingida no dedo indicador da mão esquerda. A arma, uma pistola de calibre 40, seria do segurança de Adriano, o tenente da reserva da Polícia Militar Julio Cesar Barros de Oliveira, que dirigia a BMW do atacante do Corinthians. A análise técnica da polícia foi feita a partir da marca do tiro na lataria do automóvel.

Até o momento, entre os passageiros do carro, duas amigas de Adriano e o segurança confirmam a versão do jogador. O tenente alegou que arma foi parar na mão de Adriene porque escorregou para os pés dela. Uma amiga da vítima, Viviane Faria de Fraga, de 23 anos, que também estava no BMW, disse a policiais militares que o jogador manuseou a pistola, mas, em depoimento à Polícia Civil, não soube precisar quem estava com a arma no momento do tiro.

O delegado titular da delegacia da Barra (16.° DP), Fernando Reis, responsável pelo caso, considerou "gritantes" as contradições e por isso quer confrontar as versões assim que Adriene tiver alta. O atacante não falou com a imprensa após a ocorrência.

Ontem, Adriene passou o dia em repouso no Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca. De acordo com o último boletim médico, ela passa bem, mas segue sem previsão de alta. O cirurgião Ricardo Laranjeiras deve realizar um procedimento de reconstrução na terça-feira.

O tiro que atingiu o dedo indicador da mão esquerda da jovem provocou uma fratura exposta, mas não houve danos aos tendões, nervos e artérias. A expectativa é que ela recupere todos os movimentos. Os médicos realizaram uma limpeza cirúrgica para retirada de fragmentos do osso.

O Barra D'Or não informou quem está pagando o tratamento de Adriene.

Moradora de Jacarepaguá, bairro de classe média da zona oeste do Rio, ela foi levada ao hospital por um dos seguranças de Adriano. O atleta prestou depoimento no hospital, mas não visitou a vítima. Ontem à noite, Adriene receberia a visita da mãe. Ela informou que não falaria com os jornalistas antes da cirurgia de reconstrução.

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