Polícia conclui que campeão do boxe cometeu suicídio

A polícia civil de Pernambuco concluiu nesta quinta-feira que o ex-pugilista canadense Arturo Gatti, que foi encontrado morto em Porto de Galinhas no dia 11 de julho, cometeu suicídio. Assim, a brasileira Amanda Carine Barbosa Rodrigues, que era esposa dele e passou 18 dias presa como principal suspeita da investigação, foi imediatamente liberada da Colônia Penal Feminina do Bom Pastor, em Recife.

ANGELA LACERDA, Agencia Estado

30 de julho de 2009 | 19h57

Arturo Gatti tinha 37 anos. Em sua vitoriosa carreira no boxe, encerrada em 2007, conquistou dois títulos mundiais e ganhou 40 lutas. Segundo a investigação policial concluída nesta quinta-feira, ele se enforcou na madrugada de 11 de julho, no flat em Porto de Galinhas onde tinha se hospedado no dia anterior com a esposa, de apenas 23 anos, e o filho do casal, de dez meses.

De acordo com o inquérito policial, Amanda e o filho dormiam no quarto do flat, no primeiro andar, quando Gatti, durante a madrugada, envolveu a alça de uma mochila no corrimão da escada de madeira para se enforcar. A esposa só pediu socorro no começo da manhã, quando encontrou o corpo do marido. No dia seguinte, ela foi presa em flagrante pela polícia, sob acusação de homicídio.

O suicídio ocorreu depois de uma noite tumultuada. O casal e o filho haviam ido jantar em um restaurante, no centro de Porto de Galinhas, onde comeram pizza e tomaram vinho. Já na rua, durante uma discussão, Gatti bateu em Amanda, conforme relataram algumas testemunhas. Uma delas, o vigia de uma pousada, tentou intervir, mas levou um soco do ex-pugilista. Depois, o casal voltou separadamente para o flat.

"Não temos nenhuma dúvida de que o pugilista se

enforcou", afirmou o delegado Paulo Alberes, responsável pelo inquérito policial. Segundo ele, não houve erro da polícia ao pedir a prisão de Amanda. "Se eu não a autuasse em flagrante, solicitaria a prisão

temporária", concordou o chefe da polícia civil de Pernambuco, Manoel Carneiro.

Para o advogado de Amanda, Célio Avelino, houve um erro judiciário em que cabe reparação, mas sua cliente ainda não decidiu o que fazer sobre o caso. Ao sair da prisão, na tarde desta quinta-feira, ela deu uma rápida entrevista em que manifestou o desejo de reencontrar o filho. Segundo ela, Gatti se matou porque sabia que, depois dos atos de violência que cometeu, iria perder a esposa.

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