Polícia encontra bastão ensaguentado na casa de Pistorius

Vizinha do casal teria visto Reeva morrer enquanto o atleta tentava estancar o sangramento da namorada

O Estado de São Paulo

17 de fevereiro de 2013 | 16h35

SÃO PAULO - Após a última perícia realizada neste domingo na residência de Oscar Pistorius, em Pretoria, o jornal sul-africano City Press divulgou que a polícia encontrou um taco de críquete ensanguentado, que logo se tornou peça central para esclarecer do assassinato da modelo Reeva Steenkamp, namorada do atleta. "Havia muito sangue no taco", disse uma fonte da polícia sul-africana para os jornais locais.

Ainda citando fontes próximas à investigação, o jornal afirmou que o crânio de Steenkamp havia sido esmagado, portanto, a primeira hipótese a ser considerada era que Pistorius usou o taco para agredir a namorada. Outras duas possibilidades também seriam analisadas: a modelo teria usado o taco para se proteger de Pistorius ou ele teria pego o objeto para quebrar a porta do banheiro onde Reeva se escondeu e levou os quatro tiros.

"A suspeita é de que o primeiro tiro, no quarto, acertou seu quadril. Steenkamp, então, correu e se escondeu no banheiro. Ele disparou mais três tiros", disse uma fonte da polícia ao City Press. De acordo com o jornal, a polícia exige que o atleta faça teste de sangue para exames de drogas e esteroides. E que, posteriormente, testes forenses indicarão de quem era o sangue encontrado no taco.

'EU VI REEVA MORRER'

O tabloíde inglês The Sun também conseguiu informações exclusivas sobre a investigação. O destaque da publicação é uma ligação que o atleta parolímpico fez logo após o crime para seu amigo Justin Divaris. Aos prantos, Pistorius teria confessado que atirou na namorada:  "Meu bebê, eu matei meu bebê. Deus me leva".

Outra testemunha importante do caso foi revelada pelo jornal sul-africano Sunday Times. Em sua edição impressa, a publicação destacou o depoimento de um dos paramédicos que atenderam a ocorrência. Segundo A entrevista, Pistorius parecia abalado quando a equipe chegou. Havia sangue nas escadas e no chão e, quando o procedimento para tentar salvar Reeva começou, ela já estava morta.

 

O Sunday também revelou outro depoimento-chave para a polícia: de uma jovem advogada que é vizinha do casal. Ela teria ouvido os tiros e foi a casa logo após o assasinato da modelo. Segundo a publicação, ela teria dito para a polícia que ajudou Oscar Pistorius a tentar conter o sangramento, mas que nada adiantou. "Eu vi Reeva morrer", afirmou. Ela teria entrado na residência do casal às 3h20 e visto Pistorius descer as escadas com o corpo da namorada no colo.

Segundo a agência de notícia AFP, as autoridades rejeitaram a sugestão de que Pistorius confundiu Steenkamp com um intruso na casa. "Não sei de onde tiraram isso, mas ninguém escutou essa hipótese a partir de uma fonte oficial da polícia", disse à AFP o porta-voz da polícia, Neville Malila. Ele completou: "Queremos dar aos oficiais a oportunidade de investigar e vamos fazer uma declaração oficial apenas após o pedido de fiança".

Enquanto isso, Peet van Zyl, o agente de Pistorius disse à Associated Press que o campeão olímpico está recebendo apoio incondicional de seus fãs enquanto permanece sob custódia em uma delegacia sul-africana. "Fãs de todas as partes do mundo têm enviado apoio a Pistorius."

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