Polícia impede manifestação de taxistas

Profissionais ficaram irritados por não poderem utilizar as faixas exclusivas de trânsito destinadas ao uso de delegações e jornalistas

LONDRES, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2012 | 03h06

Enquanto Londres se mobilizava para os últimos preparativos antes da cerimônia de abertura, os taxistas da cidade resolveram fazer um protesto na zona central da capital inglesa. Tudo porque os profissionais não podem utilizar as faixas exclusivas de trânsito destinadas ao uso de delegações e jornalistas, as chamadas faixas olímpicas.

"A reclamação é simples. Fomos proibidos de usar as faixas olímpicas", reclamou Geoff Martin, líder do maior sindicato de transporte da cidade.

Um grande protesto estava marcado para a tarde de ontem no Hyde Park, o mais famoso da capital inglesa, onde vários telões foram colocados para que a população assistisse a festa inaugural dos Jogos Olímpicos. Mas a polícia proibiu a manifestação e o grupo se dispersou por toda a cidade.

Esse foi o principal incidente em Londres no dia que marcou oficialmente o início da Olimpíada. O sistema de trens e metrôs, que passou por vários transtornos nos últimos dias, não apresentou problemas. A queda de temperatura, segundo autoridades, serviu para acabar com a possibilidade de um colapso nos cabos de metrô e trem por causa do superaquecimento.

As imediações da estação Stratford Internacional, que dá acesso ao Parque Olímpico, também se mantiveram tranquilas. A entrada para o estádio começou três horas antes do início da festa, às 17 horas (de Brasília), e transcorreu sem dificuldades.

Cambistas. R$ 6 mil. Esse era o preço cobrado por cambistas no centro de Londres, ontem, três horas antes do início da abertura dos Jogos de 2012. Na capital, alguns ingressos ainda podiam ser encontrados nas mãos de cambistas. Mesmo com o preço elevado, a disputa era grande. O Estado consultou pelo menos dois deles que indicaram que, apenas ontem, haviam vendido mais de R$ 100 mil em entradas a esse preço. "Há muita gente interessada", disse um dos cambistas, na estação Victoria. / A.R. J.C.

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