Polícia pede para torcida se fiscalizar

Com receio de sofrer uma nova e até mais severa punição da Conmebol, o departamento jurídico do Corinthians participou de uma reunião entre líderes das principais organizadas com a Polícia Militar para tratar do esquema de segurança da partida desta noite no Pacaembu.

O Estado de S.Paulo

13 de março de 2013 | 10h17

Esse tipo de reunião é comum, mas não com a presença do corpo jurídico do clube. O jogo contra o Tijuana é o primeiro que o Corinthians fará em casa pela Libertadores após o fim da pena de jogar com os portões fechados, como foi diante do Millonarios há duas semanas.

A punição da Conmebol permanece apenas nos jogos fora de casa, em que o time não pode levar torcedores, por causa da morte do garoto boliviano Kevin Espada, de 14 anos, em Oruro. Ele foi atingido no rosto por um disparo de um sinalizador que partiu da torcida do Corinthians.

"Explicamos aos torcedores o risco que o clube corre caso o comportamento deles não seja exemplar", disse o Luiz Alberto Bussab, diretor jurídico do Corinthians.

Em linhas gerais, foi dito às organizadas, entre elas a Gaviões da Fiel, que um novo vacilo custará outra punição ao clube. Foi reforçada a proibição de sinalizadores ou qualquer outro artefato de fogos de artifício.

A polícia reforçará a fiscalização e a revista dos torcedores, mas o tenente do 2.º Batalhão da Polícia de Choque, Marçal Ricardo Razuk, pede a colaboração do torcedor.

"Sabemos que sempre há algum torcedor que, mesmo sabendo que é proibida a entrada de sinalizador, pode tentar ludibriar a revista. O clube fez um apelo às organizadas para que elas próprias fiscalizem seus torcedores."

A carga total de ingressos é de 36 mil. O estádio estará lotado. Segundo Razuk, só a Tropa de Choque contará com cerca de 200 policiais. / V.M.

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