Polícia prende suspeito de sequestrar Valdivia

Com isso, caso foi considerado resolvido, mas meia insiste em não quer morar o Brasil; sua mulher já está no Chile

O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2012 | 03h10

A polícia prendeu na madrugada de ontem um homem suspeito de ter sequestrado o jogador palmeirense Valdivia e sua mulher, Daniela Aránguiz, na semana passada.

O detido foi identificado como Rogério dos Santos, de 36 anos, também conhecido como Orelhinha. Ele será indiciado por extorsão mediante sequestro e por tentativa de estupro - a mulher de Valdivia declarou em entrevista à TVN, do Chile, que o sequestrador a ameaçou e tentou passar a mão em suas pernas.

O delegado titular da 23.ª DP, Marco Aurélio Batista, afirmou que Rogério Santos havia sido preso por causa de uma tentativa de sequestro relâmpago aplicado a outra vítima. Quando foi detido o acusado tinha posse de R$ 1.800 em dinheiro e foi declarado o flagrante.

O meio-campista chileno havia reconhecido o suspeito do sequestro relâmpago por meio de imagens da câmera de segurança de uma loja de autopeças e de uma lanchonete, durante depoimento de mais de duas que prestou ao delegado titular da 23.º DP, na segunda-feira. Com a prisão de Rogério Santos, a polícia deu o caso como resolvido.

Valdivia e a mulher foram abordados por um homem quando estavam na Avenida Sumaré, por volta das 21 horas da última quinta-feira. O bandido ficou com o casal por cerca de 3 horas. Depois, Valdivia e sua mulher foram deixados na Avenida Marques de São Vicente, perto do Centro de Treinamento do Palmeiras.

O episódio deixou Valdivia e a mulher bastante abalados. Daniela Aránguiz afirmou que não voltará a morar no Brasil depois do ocorrido e o meia já avisou ao Palmeiras que pretende rescindir o contrato para poder voltar a morar no Chile com a sua família.

O Colo Colo, time de maior torcida no Chile, manifestou interesse em contar com Valdivia, mas ainda não formalizou uma proposta ao Palmeiras, que pretende resgatar parte do dinheiro gasto com a contratação do Mago - a meta da diretoria é, pelo menos, conseguir quitar os R$ 24 milhões que ainda deve ao banco Banif por causa da negociação para trazer o chileno do Al Ain (Emirados Árabes) em 2010.

O vice-presidente do Palmeiras, Roberto Frizzo, disse que ainda não conversou com o pai e o irmão de Valdivia, que são também os representantes do jogador. "Eu nem tenho ideia", disse Frizzo, ao ser perguntado pelo Estado se o estafe do Mago já estava no País. O dirigente seguiu para Porto Alegre, onde ontem acompanhou a partida contra o Grêmio. "Vamos resolver isso na sexta-feira.

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