Políticos cortejam presidente da CBF antes da escolha das sedes

Desde que o Brasil foi oficialmente nomeado país-sede da Copa de 2014, começou a luta de políticos para que suas cidades e estados se tornassem uma das 12 sedes escolhidas para abrigar os jogos do torneio. Neste cenário, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, praticamente se revestiu com a áurea de um estadista. Estes últimos dias representaram bem a peregrinação política a Ricardo Teixeira, em um último esforço para impressioná-lo antes da escolha oficial, no dia 31 de maio.Apesar de oficialmente a Confederação afirmar que a definição dos palcos das partidas da Copa do Mundo é feita pela Fifa, governadores, prefeitos e empresários continuam a cortejar o homem forte do futebol nacional. Na terça-feira, Teixeira recebeu a visita do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, e do vice-prefeito, José Fortunati; do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda; do prefeito de Curitiba, Beto Richa; e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Todos vieram tratar das candidaturas de suas capitais, em uma última oportunidade de dar garantias a Teixeira, que no fim do dia viajou para os Estados Unidos e, depois, para Nassau, nas Bahamas, onde participará do 59º Congresso da Fifa, que divulgará, enfim, o nome das cidades-sede."Viemos reafirmar a convicção de que Curitiba está preparada para fazer parte de uma das maiores Copas do Mundo da história. Além de fazer uma visita de cortesia ao presidente Teixeira", disse Beto Richa.Na segunda-feira, o presidente da CBF já havia recebido o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o governador do Distrito Federal, José Arruda, e os deputados federais Eduardo da Fonte (PP-PE) e José Rocha (PR-BA). Na semana passada, Teixeira foi visitado pelo governador do Amazonas, Eduardo Braga, e pelos senadores José Agripino Maia e Rosalba Ciarlini, do Rio Grande do Norte.São 17 as cidades candidatas a receber o Mundial: Fortaleza, São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Campo Grande, Cuiabá, Rio Branco, Manaus, Belém, Salvador, Recife e Natal. "Não haverá cidade derrotada. Todas elas terão outras maneiras de participar da Copa do Mundo de 2014 no Brasil", comentou Teixeira.

Leonardo Maia, O Estadao de S.Paulo

21 de maio de 2009 | 00h00

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