Pólo-Aquático: País pode naturalizar atletas

Naturalizar jogadores para o desenvolvimento do pólo aquático no Brasil é um dos objetivos da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) para 2004. Em defasagem técnica aos principais times europeus, a tendência é a de que o time brasileiro faça apenas figuração no Pré-Olímpico da modalidade, que começa domingo, no Parque Aquático do Vasco, em São Januário. O técnico da seleção, Carlos Carvalho, contou que naturalizar jogadores é um artifício comum utilizado por países de menor nível técnico. Citou Canadá, França, Espanha e Alemanha como exemplos. E a aposta brasileira foi em um dos melhores jogadores do mundo, o italiano Leonardo Sottani, casado com uma brasileira. "Ele só não está jogando com a gente agora, porque precisávamos de 60 dias para naturalizá-lo antes do Pré-Olímpico e só tínhamos 45", contou o técnico da seleção. "Mas para a Liga Mundial na Europa, no meio do ano, ele já deverá estar no time." Além de Sottani, de 30 anos, a CBDA tenta a naturalização do húngaro Zoltz, que foi reserva da equipe campeão olímpica e de mais um italiano. O técnico da seleção explicou que está recebendo ajuda do futuro "novo brasileiro" para armar o time. "O Sottani se prontificou a conversar com outros jogadores e tem nos ajudado", frisou Carvalho. Para a competição que se inicia domingo, o treinador não escondeu que o Brasil tem remotas chances de obter uma das três vagas para os Jogos Olímpicos de Atenas. "Estamos distantes tecnicamente dos times europeus, mas nossa vontade de vencer é imensa."

Agencia Estado,

23 de janeiro de 2004 | 20h30

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