Pólo hípico reúne Brasil x Argentina

Brasil e Argentina frente a frente, clássico do continente. Os ingleses inventaram o esporte e, hoje, os sul-americanos estão entre os melhores do mundo. Os brasileiros ouvem isso e têm a ilusão de saberem do que se está falando. O esporte em questão, pode parecer, mas não é o futebol, e sim o pólo hípico. No lugar das chuteiras, tacos de madeira. Em vez de atletas indo de um lado para outro atrás de uma bola, são os cavalos os responsáveis pela correria. Sábado, a Sociedade Hípica Paulista, no Brooklin, zona sul, será sede de uma das mais importantes partidas de pólo já realizadas no País. De um lado, quatro dos cerca de 300 brasileiros que competem no elitista esporte tentam vingar a derrota do ano passado, em território argentino. Do outro, a forte Argentina (pode ser comparado aos EUA em relação ao basquete, são praticamente imbatíveis). Apenas dez cavaleiros no mundo são cotados com handicap máximo, de 10 gols, uma espécie de ranking qualitativo. Os dez são da Argentina. Para equilibrar a partida, a Argentina trará uma espécie de time misto, com handicap 29 no total. Pelo Brasil (handicap 28), Ricardo Mansur Filho deixa de lado as colunas sociais para se mostrar no esporte pelo qual compete há dez anos (além de ser filho do antigo dono do Grupo Mappin, foi notícia várias vezes por causa das badaladas namoradas, entre as quais a modelo Gisele Bündchen). ?Se o pólo estivesse na Olimpíada, o Brasil brigaria pela prata ou pelo bronze?, garante Mansur. Inglaterra, EUA, México e Chile são outras forças. ?A intenção de trazer eventos como esse é popularizar o esporte no País, criar público?, afirmou o presidente da Federação Paulista de Pólo, José Eduardo Kalil. O brasileiro pode até se interessar em assistir aos jogos; competir, é outra coisa. Cada cavalo custa de US$ 15 mil a US$ 50 mil e em cada jogo são utilizados, no mínimo, seis cavalos.

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