Kirby Lee/USA Today Sports
Kirby Lee/USA Today Sports

AO VIVO

Confira tudo sobre a Copa do Mundo da Rússia 24 horas por dia

Polônia surpreende com recorde nos 4x400m, mas EUA fecham Mundial Indoor no topo

Poloneses ficam na frente de americanos ao cravar o tempo de 3min01s77

Estadão Conteúdo

04 Março 2018 | 22h46

O Mundial Indoor de Atletismo de Birmingham foi encerrado neste domingo, na Inglaterra, onde a equipe da Polônia do revezamento 4x400m masculino protagonizou a grande surpresa do dia, justamente na disputa derradeira do evento, ao estabelecer o novo recorde do mundo desta prova em pistas cobertas.

+ Corredor etíope quer representar Brasil e sonha com dois ouros

+ Com recorde, americano Coleman fatura ouro nos 60m no Mundial Indoor de Atletismo

O time formado por Karol Zalewski, Rafal Omelko, Lukasz Krawczuk e Jakub Krzewina garantiu a medalha de ouro com o tempo de 3min01s77 e pulverizou em 0s36 a marca que havia sido cravada pela equipe dos Estados Unidos, em 2014, quando terminou a distância em 3min02s13.

Considerados os grandes favoritos ao ouro, os norte-americanos tiveram que se conformar com a medalha de prata ao fecharem a final deste domingo em 3min01s97, também superando o próprio recorde mundial que detinham. Entretanto, o ótimo tempo cravado pelo quarteto formado por Fred Kerley, Michael Cherry, Aldrich Bailey Jr e Vernon Norwood não foi suficiente para assegurar um lugar no topo do pódio.

Até mesmo os poloneses não acreditaram no feito que conquistaram. "Isso é um grande choque e uma surpresa para nós. Nós estávamos mirando o recorde europeu, mas realmente não esperávamos um resultado como este e nunca sonhamos com o recorde mundial", admitiu Rafal Omelko, logo depois da final dos 4x400m, na qual a equipe da Bélgica garantiu o bronze com o tempo de 3min02s51.

Apesar do feito dos poloneses, os Estados Unidos terminaram o Mundial de Birmingham na liderança do quadro geral de medalhas, com um total de 18, sendo seis de ouro, dez de prata e duas de bronze. O país foi, por sinal, disparado o que subiu mais vezes ao pódio na competição em solo inglês.

A Polônia, por sua vez, assegurou a terceira posição na classificação final do Mundial graças justamente a este ouro na prova dos 4x400m. A nação teve apenas duas medalhas douradas, além de duas pratas e um bronze. O segundo lugar no quadro geral ficou com a Etiópia, que também terminou com um total de cinco pódios. Porém, quatro deles foram obtidos com medalhas de ouro, além de ter conquistado uma prata.

A Grã-Bretanha, dona da casa, ficou logo atrás do Top 3 na classificação geral, em quarto lugar, com dois ouros, uma prata e quatro bronzes, enquanto a França, com dois ouros e um bronze, fechou o grupo dos cinco primeiros. E este posto foi assegurado apenas neste domingo com o triunfo de Renaud Lavillenie, campeão da prova do salto com vara na qual o brasileiro Thiago Braz, atual campeão olímpico, decepcionou ao terminar apenas na 12ª colocação.

BRASIL EM 18º

O Brasil, por sinal, terminou o Mundial na 18ª posição, empatado com Catar, Áustria, África do Sul e Canadá, todos com uma medalha de prata cada um. O único pódio da equipe brasileira em Birmingham veio com o segundo lugar obtido por Almir Júnior na prova do salto triplo no último sábado.

Embora a 18ª colocação não seja um posto de destaque no quadro geral, o Brasil pode comemorar o fato de que ficou à frente de outros dez países que subiram pelo menos uma vez no pódio no evento encerrado neste domingo. Um deles é a Espanha, que contabilizou dois bronzes. Bélgica, Estônia, Itália, Grécia, Portugal, Quênia, Marrocos, Suíça e Trinidad e Tobago, todos com um bronze cada um, foram as outras nações que figuraram atrás dos brasileiros na classificação.

CONSOLAÇÃO COM RECORDE

Batidos na prova final do Mundial pelos poloneses, os Estados Unidos tiveram como outro consolo para esta surpresa a conquista do ouro por parte da sua equipe feminina na mesma prova do revezamento 4x400m. E esta vitória foi abrilhantada por vir com o novo recorde da competição, com o tempo de 3min23s85.

A marca foi cravada pelo quarteto formado por Quanera Hayes, Georganne Moline, Courtney Okolo e Shakima Wimbley, que superou em quase meio segundo o recorde anterior, de 3min23s37, e este tempo alcançando neste domingo foi o segundo melhor da história desta prova feminina em pistas cobertas.

Nesta disputa, a equipe da Jamaica cruzou a linha de chegada na segunda posição, mas teve o resultado desqualificado por causa de uma atleta que estava na ordem incorreta das velocistas quando recebeu a passagem do bastão. Essa punição fez com que o time da Polônia, bronze na pista, herdasse a medalha de prata, coroada com o novo recorde europeu indoor, de 3min26s09. Já a Grã-Bretanha, que fechou a distância em quarto lugar, ficou com o bronze com o tempo de 3min29s38.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.