Ponte e Flu tem encontro entre mestre e discípulo

Abel Braga, treinador do invicto tricolor carioca, foi o grande incentivador do técnico do time de Campinas, Gilson Kleina

TIAGO ROGERO / RIO, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2012 | 03h08

Em ótima fase no Campeonato Brasileiro, invicto, e embalado após a goleada sobre o Bahia, por 4 a 0, o Fluminense enfrenta a Ponte Preta, às 18h30, no estádio Moisés Lucarelli, em reencontro de Abel Braga e Gilson Kleina, que foi seu auxiliar.

O jogo promete ser eletrizante pelo bom momento de um e pela série de vitórias da Ponte Preta em casa. O time venceu as últimas três partidas disputadas sob seus domínios. A seu favor, o Tricolor tem o atacante Fred, inspirado depois de se tornar o maior artilheiro do clube em Campeonatos Brasileiros (44 gols). No último jogo, além dos dois gols, de pênalti, o capitão deu até assistência, "a la Deco", como definiu.

"No ano passado a artilharia esteve perto. Se me perguntarem se a quero, a resposta é sim. Mas quero o título. Esse é o objetivo principal", disse o ata cante, repetindo o já costumeiro discurso de que a "artilharia vem naturalmente".

Para o jogador, a boa campanha do Flu não é por acaso. "É tudo questão de planejamento, de se conhecer bem, de ter concentração, objetividade. Cada um sabe o que quer", afirmou. O capitão elogiou a zaga e o espírito da equipe: "Todos se matam para marcar".

No duelo de hoje contra a Ponte, Fred terá mais uma vez ao seu lado o veloz atacante Wellington Nem.

Mas não é só Fred que vive bom momento no Flu. O "maestro" da equipe, Deco, tem a segunda melhor média de assistências no Brasileiro: 1,8 por partida. Até no banco de reservas, Abel Braga vai ganhar reforço. O atacante Rafael Sóbis, que teve os direitos econômicos adquiridos durante a semana pelo Tricolor, volta a ser relacionado. O atleta está recuperado de lesão.

Na Ponte, Gilson Kleina está ansioso pelo reencontro com o mestre, a quem não cansa de rasgar elogios.

Ele iniciou a carreira como auxiliar de Abel no Coritiba em 1998. Os dois ficaram juntos por cinco temporadas, no Olympique de Marselha, Botafogo e Atlético-MG.

"O Abel é uma referência para mim e não só como profissional, mas como homem. Aprendi com ele como é ser um líder'', disse Kleina. "Esse momento que ele passa na carreira e o que está conquistando não é surpresa para mim. Se teve alguém que me ajudou, que me deu respaldo foi esse cara. Fico grato e muito feliz pelo sucesso que ele faz", falou, com satisfação.

Apesar de todo o carinho, o treinador não aceita outro resultado que não seja a vitória hoje para se reabilitar da derrota por 3 a 0 para o Náutico na rodada anterior.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.