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Popó aceita dar revanche para Barrios

O boxeador brasileiro Acelino Popó Freitas manteve o cinturão dos superpenas da Associação Mundial de Boxe (AMB) e Organização Mundial de Boxe (OMB), na madrugada de domingo, em Miami, ao derrotar o argentino Jorge ?La Hiena? Barrios por nocaute no décimo segundo e último assalto. O combate foi considerado ?uma guerra? pelos críticos norte-americanos, que exaltaram a garra do argentino e a força do brasileiro. Popó sofreu duas quedas, mas conseguiu abrir um enorme corte no supercílio esquerdo do adversário logo no terceiro round. Nas papeletas dos jurados o equilíbrio era muito grande. Um jurado dava vitória para Barrios por 106 a 104, outro estava a favor de Popó com 106 a 103 e o terceiro via o duelo empatado em 105 pontos. Barrios pediu uma revanche e Popó aceitou. ?Para mim não tem problema. Basta os empresários acertarem os detalhes?, afirmou o brasileiro. ?Não importa se o nocaute veio no primeiro ou no último assalto. Importa que continuo campeão e invicto.? O combate foi elogiado por Roy Jones Jr., campeão dos pesos pesados pela AMB, que assistiu ao combate. ?Gostaria de ver os dois de novo em ação. Foi uma grande luta e o público adorou.? Foi a 34ª vitória e o 31º nocaute na carreira invicta de Popó. Barrios perdeu pela segunda vez em 42 lutas. Ele soma 39 vitórias (29 nocautes) e um empate. Popó deve fazer sua próxima luta no Brasil, em dezembro. Esta poderá ser sua despedida da categoria dos superpenas. Em 2004, o brasileiro deverá lutar entre os leves para encarar grandes desafios. Diego Corrales, Joel Casamayor, Floyd Mayweather e Jesus Chavez são prováveis adversários. Popó desembarca nesta segunda-feira, em Cumbica, por volta das 5h30 e segue na sequência para Salvador. Luta violenta - Jorge Barrios começou a luta no ataque, dominando o centro do ringue. Popó circulava e soltava com boa aproveitamento os golpes. Logo no primeiro round, um upper de direita abalou o argentino. Os potentes jabs de esquerda e os diretos de direta abriram o supercílio esquerdo de Barrios, que teve de conviver com este tormento até o fim da luta. No sexto assalto, Popó perdeu o controle da luta por causa dos avanços muitas vezes desordenados do valente adversário. O brasileiro chegou a prender o braço direito em uma das fitas que prendem as cordas do ringue. No intervalo para o sétimo round o médico foi chamado para verificar um sangramento no ouvido direito de Barrios. O argentino voltou com muita garra para o sétimo assalto. A troca de golpes foi intensa com Barrios encurralando Popó nas cordas. Os dois lutadores abdicaram da defesa e os cruzados passavam raspando os queixos. No oitavo assalto o primeiro susto para Popó, que abusava da guarda baixa. Em uma disputa de jabs, o brasileiro foi à lona. O juiz Jorge Alonso contou até seis. No nono round, Popó se movimentava bastante e castigava o supercílio machucado de Barrios, que sangrava muito. No assalto seguinte, desesperado com o sangramento, o argentino tentou limpar no braço do juiz. O 11º round foi histórico. Em uma troca de golpes no centro do ringue, Barrios acertou um forte direto de direita, após um jab de esquerda e mandou Popó pela segunda vez à lona. O brasileiro chegou a cuspir o protetor bucal. O argentino levou o campeão para as cordas e parecia que iria definir o combate. Mas no último segundo, em cima do gongo, a ?pegada? de Popó foi decisiva. O brasileiro acertou uma ?bomba? de direita, que acertou em cheio o meio do rosto de Barrios, que caiu em câmera lenta. Raçudo, o argentino se levantou para disputar o último assalto. Mas bastaram poucos golpes para o juiz paralisar o combate aos 50 segundos do 12º round.

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