Popó articula luta por título nos EUA

Caso não consiga grande duelo no 2.º semestre, pugilista deve aceitar revanche com Michael Oliveira

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2012 | 03h04

SÃO PAULO - O sonho de se tornar campeão mundial pela quinta vez está cada vez mais intenso na cabeça de Acelino Popó Freitas. O pugilista vai aos Estados Unidos no próximo mês, convidado para o casamento do filho do empresário Artur Pellullo. Na ocasião, o brasileiro vai buscar alternativas para fazer um grande combate no segundo semestre. A primeira opção é o filipino Manny Pacquiao, que foi derrotado pelo norte-americano Timothy Bradley, dia 9, e perdeu o cinturão da Organização Mundial de Boxe. "Preciso de dois meses de treinamento intenso para atingir a forma ideal", disse o ex-dono dos cinturões dos superpenas e leves, que recebeu uma proposta de revanche com Michael Oliveira, a quem nocauteou no último dia 26, em Punta Del Este, no nono assalto.

"Vou ter de bater de novo nesse garoto rico?", perguntou, sorrindo. "Não tenho o que ganhar com esta luta, que só vai interessar para ele se manter na mídia. Mas vou pensar, conversar com minha família para ver o melhor para mim", disse Popó, de 36 anos, que ficou cinco longe dos ringues. "Nunca perdi a vontade de lutar. O problema é o sacrifício para levantar todos os dias cedo para os treinamentos. Mas com o incentivo de Popozinho (filho de 5 anos) me entusiasmei e quero lutar mais uma vez pelo título", disse Popó, que afirmou não estar passando por problemas financeiros. "Ganhei muito dinheiro e guardei tudo. Luto porque gosto." Ele é o 15.º no ranking dos médios-ligeiros, versão Conselho Mundial de Boxe.

Os campeões mais importantes dos médios-ligeiros são: o mexicano Saul Alvarez (CMB), o porto-riquenho Miguel Cotto (AMB), o norte-americano Cornelius Bundrage (FIB) e o norte-americano Timothy Bradley (OMB).

A empresa MO Productions, do pai de Michael, estuda a possibilidade de colocar os pugilistas frente a frente mais uma vez em novembro, no Ibirapuera. "Vamos lotar o ginásio. O Michael não se conformou com a derrota e quer derrotar o Popó no Brasil", disse Carlos Oliveira, pai do pugilista de 22 anos.

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