Popó encara a experiência de Ramirez

A experiência do pugilista mexicano Juan Carlos Ramirez, de 25 anos, deverá ser um duro obstáculo para o superpena brasileiro Acelino Popó Freitas, de 27 anos, neste sábado, à meia-noite, em Chicago, quando estarão em jogo os cinturões da Associação Mundial de Boxe (AMB) e da Organização Mundial de Boxe (OMB). A TV Globo transmite o duelo ao vivo. No cartel de 29 vitórias (12 nocautes), e quatro derrotas (três por nocaute), Ramirez reúne oito confrontos contra campeões mundiais. Perdeu para Erik Morales e Luisito Espinosa antes dos roundes previstos, mas obteve vitórias importantes e recentes diante de Jesus Salud, Hector Acero Sanchez e Cesar Soto. Todas por pontos, demonstrando que a falta de pegada é uma de suas maiores deficiências. ?Me preparei muito para esta luta, pois sei que ele (Ramirez) pode complicar se o combate seguir até o final?, afirmou Popó. Ao contrário do brasileiro, que acumula 12 vitórias por nocaute no primeiro assalto, Ramirez só conseguiu derrubar um adversário nos primeiros três minutos. Mas, segundo os críticos norte-americanos, sabe explorar os golpess na cintura, que servem para minar a resistência do adversário, além de abusar com êxito das esquivas. Popó afirmou que o canal Showtime, com o qual tem contrato para mais três combates, pretende colocá-lo em ação, depois de enfrentar Ramirez, dentro de três ou quatro meses. O brasileiro ainda sonha com uma luta no Brasil. O brasileiro quer conquistar mais um título mundial. ?Prefiro que seja do Conselho Mundial de Boxe, mas não descarto a possibilidade de lutar pela Federação Internacional de Boxe.? O único problema é que se Popó lutar pelo CMB terá de abdicar do cinturão da OMB, pois a entidade mexicana não reconhece o cinturão da Organização Mundial. O salvadorenho Carlos Hernandez é o campeão pela FIB, enquanto Jesus Chavez e o veterano Jorge Paez fazem um combate eliminatório pelo título do CMB. Homenagem - Popó ratificou que vai nocautear Ramirez em homenagem ao pai, ?seo? Babinha, que morreu no ano passado. ?Ele gostava muito quando eu nocauteava meus adversários. Se eu já o homenageava quando estava vivo, imagina agora.? O boxeador disse que a morte do pai não atrapalhou sua preparação para a luta. ?Agora sei que ele está mais perto de mim.? Popó, que não vence por nocaute há três lutas, fez sua preparação em Porto Rico, onde treinou no Dourado Boxing Club, local de treinamento do lendário Edwin Rosario, que marcou época na categoria dos leves na década de 80. ?Lá é a capital do boxe em Porto Rico. Temos uma grande quantidade de sparrings e o nosso trabalho fica facilitado?, afirmou o treinador de Popó, o porto-riquenho Oscar Suarez. Em entrevista a um site norte-americano, Popó falou de sua preocupação com a possível guerra entre Estados Unidos e Iraque. Segundo o pugilista baiano, ?o esporte é um bom caminho para as crianças se prepararem melhor para a vida?.

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