Popó mantém retrospecto invejável

Acelino ?Popó? de Freitas, de 1,68 metro de altura e 58 quilos, teve no cubano Joel Casamayor seu grande rival. Até então, ele somava somente vitórias folgadas. Seu retrospecto é invejável: 31 lutas, sendo 29 delas por nocaute. Treinado pelo porto-riquenho Oscar Suárez, o baiano coleciona agora os títulos de campeão pela OMB (defendeu o título em seis ocasiões) e pela AMB.Um dos cinco filhos de Niljalma Jones, um ex-apontador do jogo do bicho, e da doméstica Zuleica Freitas, Popó estudou só até os 14 anos, concluindo apenas o primário. Por influência do irmão mais velho, Luís Cláudio Freitas, passou a treinar boxe com Luís Dórea, em Salvador. "Foi a prática do boxe e a vontade de um dia poder ajudar minha família que me livrou das ruas e da marginalidade", costuma lembrar.A partir dos 15 anos, foi campeão baiano, nordestino e brasileiro amador. Até 1995 foi conquistando títulos importantes, como a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos. O sucesso o levou ao profissionalismo.Em 96, ingressou no ranking do Conselho Mundial de Boxe. Em abril de 97, Popó arrebatou o Intercontinental Americano, pela OMB. Um ano mais e tornou-se campeão Brasileiro dos superpenas, vencendo Thomas da Cruz, no segundo assalto.Sua carreira decolou mesmo foi a partir de 7 de agosto de 1999, quando conquistou o título Mundial de superpenas pela OMB, contra o russo Anatoly Alexandrov. Depois disso, viveu altos e baixos, enfrentou a depressão, troca de empresários e técnico, até se casar com a empresária Eliane Guimarães, que o ajudou a "dar a volta por cima".

Agencia Estado,

13 de janeiro de 2002 | 18h02

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.