Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Popó pode voltar a lutar só em março

O boxeador Acelino Popó Freitas desembarcou, às 6 horas desta segunda-feira, no Aeroporto de Cumbica, vindo de Miami, cansado, dolorido e chateado. Depois de derrotar o argentino Jorge Barrios, na madrugada de domingo, por nocaute técnico no 12º assalto - na Luta do Ano, como está sendo chamada pela imprensa norte-americana -, o campeão mundial dos superpenas da Associação Mundial de Boxe (AMB) e Organização Mundial de Boxe (OMB) fez uma análise de sua 34ª vitória consecutiva na carreira profissional e, mais uma vez disparou críticas aos dirigentes, empresários e políticos do País. ?Foi a luta mais dura da minha vida, mas também a mais importante, pois ganhei muita experiência?, afirmou o pugilista de 27 anos. ?O Barrios luta como uma lula, cheio de braços. É difícil enfrentá-lo, mas mesmo assim mostrei que estou muito bem preparado física e tecnicamente. Mantive o mesmo ritmo durante os 12 assaltos e apliquei golpes importantes.? Popó disse que estava muito cansado e com muitas dores nas pernas. ?O combate foi muito movimentado.? Ele comentou as quedas sofridas no sétimo e 11º round. ?Na primeira, perdi o equilíbrio. Mas a segunda foi golpe mesmo. Tanto que eu até cuspi o protetor bucal para ganhar um tempinho para me recuperar.? O campeão mundial pode voltar aos ringues somente no ano que vem. Ele tem contrato de mais uma luta com o canal Showtime. ?Eles querem que eu lute dia 3 de janeiro, mas eu não quero perder Natal e Fim de Ano com os treinamentos. Se não lutar em outubro ou novembro, só defendo o título depois do carnaval.? O canal HBO também tem interesse em transmitir os combates do brasileiro. ?Depois do fim do contrato com a Showtime, mas ver a melhor proposta?, disse Popó. Popó queria lutar em dezembro no Brasil, mas, segundo ele, não há condições financeiras para organizar o evento no País. ?Ninguém se apresenta para ajudar. Sem patrocínio é impossível. Pensei que o Ministério dos Esportes iria colaborar, mas nada foi feito?, disse o pugilista, que ficou impressionado com a organização nos Estados Unidos. ?Eles (organizadores) conseguiram mexer com a cidade de Miami. Só se falava na luta e mais de quatro mil pessoas lotaram o ginásio.? Popó confirmou que subirá para a categoria dos leves em 2004. Antes disso, deverá enfrentar o vencedor entre o norte-americano Diego Corrales e o cubano Joel Casamayor, que lutam dia 4 de outubro, em Las Vegas, na preliminar de Evander Holyfield x James Toney. ?Não descarto nenhum adversário. Nem mesmo uma revanche com Barrios. Tudo vai depender do ajuste dos empresários?, afirmou Popó, que com R$ 11,75 comprou os principais jornais paulistas ainda em Cumbica e levou para Salvador, onde pretende descansar os próximos dez dias.

Agencia Estado,

11 de agosto de 2003 | 18h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.