Popó tenta a glória contra Casamayor

O pugilista baiano Acelino Popó Freitas fará a luta mais importante de sua carreira, contra o cubano Joel Casamayor, pela unificação dos cinturões dos superpenas da Organização Mundial de Boxe (OMB) e Associação Mundial de Boxe (AMB), neste domingo, no Thomas & Mack Center, em Las Vegas, Nevada (com TV Globo, a partir das 2 horas). A certeza de que nenhum oponente é imbatível, após a luta recente de seu pai Babinha (Niljalma Freitas) contra um câncer na garganta, e bem preparado, ajudam Popó, que busca solidificar a reputação de bom pugilista. O favoritismo é do cubano, mas não disparado - sete para cinco, segundo as apostas, em Las Vegas.Apesar de não serem lutadores conhecidos dos fãs eventuais, os que acompanham boxe esperam a luta, que já foi adiada três vezes, com ansiedade. Será um combate clássico, do pugilista técnico contra o pegador, ambos invictos.Popó, de 26 anos, que está colocando o seu título da OMB, em disputa pela sétima vez, é o pegador - venceu 30 lutas, 29 por nocaute e 24 até o terceiro assalto. Casamayor, de 30 anos, tem 26 vitórias, 16 por nocaute, fará sua quinta luta pelo cinturão da AMB, é o representante do boxe técnico da ?escola? cubana. Casamayor, medalha de ouro na Olimpíada de Barcelona, em 1992, deixou Cuba antes dos Jogos de Atlanta, em 1996. Profissionalizou-se nos Estados Unidos e vive em Los Angeles.Os dois pugilistas levaram a bandeira de seus países para a coletiva de imprensa, em Las Vegas. "Luto por minha família e meu País", afirmou Popó, comparando a importância dessa luta no Brasil a um Super Bowl nos Estados Unidos. "Sou o único campeão mundial do País, uma grande motivação." Classificou esse como o combate de sua vida e mostrou-se confiante. "Ninguém sabe o quanto posso ser bom. O meu melhor está por vir." Disse que a imprensa passou a idéia que odeia o cubano, mas respeita o canhoto pugilista, "tanto como boxeador quanto como homem". Mas acrescentou que tem "confiança" em suas habilidades.Casamayor se autodefiniu como um "superstar" em Cuba. "Acho que mais pessoas vão me conhecer após a luta. Estarei entre os melhores do boxe." Foi incisivo nas provocações à Popó. "Não haverão mais desculpas ou adiamentos. Respeito Freitas que tem muitos nocautes, mas eu luto melhor." Afirmou que Popó deveria estar preocupado. "Será uma grande luta, mas uma luta fácil para mim."

Agencia Estado,

11 de janeiro de 2002 | 18h49

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