Jim Rogash/AFP
Jim Rogash/AFP

Por assassinato, astro da NFL é condenado a prisão perpétua

Em 2013, Aaron Hernández matou namorado da irmã de sua noiva

Estadão Conteúdo

15 de abril de 2015 | 13h05

O ex-jogador de futebol americano Aaron Hernández foi condenado nesta quarta-feira à prisão perpétua pelo assassinato de uma pessoa em 2013. Astro do New England Patriots na NFL de 2010 a 2012, o ex-atleta sequer terá direito a liberdade condicional. O veredicto da Justiça norte-americana coloca fim a um dos casos de maior repercussão na imprensa do país nos últimos anos e decreta o fundo do poço do nome que chegou a ser um dos melhores de sua posição na liga.

Hernández foi considerado culpado de assassinato premeditado em primeiro grau. No dia 17 de junho de 2013, ele matou Odin Lloyd, namorado da irmã de sua noiva. De acordo com o veredicto da Justiça norte-americano, o astro premeditou a morte de Lloyd e disparou seis tiros contra seu corpo.

Com todas as atenções voltadas para a Corte de Massachusetts, onde ocorreu o julgamento, Hernández se mostrou emocionado quando o juiz leu o veredicto. Com a sentença decretada, pediu que a mãe e a noiva "sejam fortes". A mãe de Lloyd, que era jardineiro e jogador de futebol americano amador, também foi às lágrimas.

Por razões nunca descobertas, Hernández disparou seis tiros em Lloyd durante uma madrugada há dois anos, na zona industrial de North Attleborough, perto de sua casa. O jogador se tornou suspeito imediatamente porque no bolso da vítima foi encontrada a chave de um carro alugado pelo então astro do Patriots.

Hernández foi preso imediatamente e, horas depois que o caso estourou, o time de New England decretou sua demissão. A investigação só complicou ainda mais a situação do jogador. Câmeras da mansão de Aaron Hernández, testemunhas e registros do celular de Lloyd indicaram que o atleta estava com a vítima no momento do assassinato.

O advogado do jogador, então, chegou a admitir que Hernández estava com Lloyd quando aconteceram os tiros, mas disse que seu cliente era "uma criança de 23 anos" que testemunhou um crime chocante e não soube o que fazer. Com isso, tentou jogar a culpa em dois amigos do atleta, Ernest Wallace e Carlos Ortiz.

Mas a explicação não surtiu efeito, Hernández seguiu como principal suspeito e foi finalmente condenado nesta quarta. Os promotores chegaram a sugerir que Lloyd teria sido assassinado por saber demais sobre um tiroteio no qual o astro teria se envolvido em 2012, mas isso nunca foi provado.

O certo é que o New England Patriots e a NFL (campeonato de futebol americano dos EUA) perderam um grande talento na posição de tight end. Hernández havia sido escolhido pela franquia no draft de 2010 e rapidamente se tornou destaque na liga, chegando a assinar um contrato de US$ 40 milhões. Em 2011, foi escolhido para o Pro Bowl (jogo das estrelas da liga) e foi um dos principais responsáveis por levar o Patriots ao Super Bowl, no qual foi derrotado pelo New York Giants.

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