Por tratamento, Jade vende camisa

Ginasta luta para arrecadar dinheiro

Valeria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2009 | 00h00

A ginasta Jade Barbosa está apelando aos fãs na tentativa de arrecadar recursos para pagar os custos de seu tratamento médico. O nome da campanha é: "Compre uma camiseta e ajude na recuperação da lesão de Jade Barbosa." Os modelos, alusivos à participação da atleta na Olimpíada de Pequim, custam R$ 25,00.Após a participação nos Jogos da China, Jade descobriu que tinha uma séria contusão no punho direito, uma necrose no capitato, um pequeno osso no meio da mão. Segundo os médicos, a lesão, que causa dores no momento em que a ginasta põe o peso do corpo sobre as mãos, é rara, não tem como ser revertida (o osso está "morto", dizem os ortopedistas) e não há consenso sobre a forma adequada de tratamento. A contusão de Jade chegou a se transformar em tema de estudo para especialistas brasileiros e estrangeiros durante um curso ministrado recentemente pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A atleta ficou vários meses em repouso e voltou aos treinos no fim de dezembro. Recentemente, afirmou ao Estado que já não sentia mais dores na hora de executar os exercícios, porém confirmou a decisão de abdicar das disputas no salto, aparelho que lhe valeu uma medalha de ouro no Pan do Rio.Depois que soube da gravidade de sua contusão, Jade fez críticas à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). Na opinião da atleta, houve negligência dos médicos da entidade, que não a informaram da seriedade do problema no punho. Jade garante que, se soubesse, não teria disputado a Olimpíada. As dirigentes da CBG rebatem a informação e dizem que não sabiam do problema antes da viagem da atleta à China.Esse não foi o único problema de Jade nos últimos meses. No início do ano, a atleta foi pivô de polêmica - junto de Diego e Daniele Hypólito -, época em que o Flamengo anunciou que estava fechando sua equipe de ginástica adulta por falta de verbas. A situação só foi revertida semanas depois, quando o clube conseguiu firmar convênio com a Prefeitura de Niterói.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.